Lula defende fim de arsenais nucleares e critica ações pós-crise

Ele defendeu ação do Brasil e Turquia em acordo com Irã

Em um discurso duro na abertura do 3º Fórum Mundial de Aliança de Civilizações na manhã desta sexta-feira (28) , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil manterá seus esforços pela paz no Oriente Médio, iniciativa que foi criticada pela diplomacia americana na quinta-feira (27). Lula também fez nova análise do comportamento dos países desenvolvidos durante e após a crise financeira mundial.

"A existência de armas de destruição em massa torna o mundo mais inseguro", disse Lula, cujo pronunciamento vai na direção oposta aos comentários da secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton. Na quinta-feira (27), ela disse que as ações tomadas por países para ajudar a encontrar uma solução diplomática para a crise nuclear iraniana tornaram o mundo mais perigoso.

Lula começou seu pronunciamento criticando as afirmações de que existam diferenças inconciliáveis entre nações. Para ele, essas teses só servem de pretextos para ações bélicas preventivas, enquanto a diplomacia brasileira aposta no "entendimento que faz calar as armas".

"O mundo precisa de um Oriente Médio em paz. O Brasil não está alheio a essa necessidade. Defendemos um planeta livre de armas e o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação (Nuclear)", disse Lula na abertura do evento.

O presidente lembrou que recentemente esteve no Irã com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, onde mediaram um acordo de troca de combustível nuclear com Teerã. No entanto, o acordo não impediu que potências ocidentais, que suspeitam que o Irã busca armas atômicas, seguissem pressionando por novas sanções ao país.

"Esse é um conflito que ameaça muito mais a estabilidade de uma região importante do planeta. Acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para promoção do desenvolvimento e não uma ameaça", disse

Fonte: g1, www.g1.com.br