Lula diz que o 'grande medo' de oponentes é que ele volte em 2018

Lula cumprirá agenda na Colômbia nesta semana.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista à rádio colombiana Caracol, que o "grande medo" dos seus adversários é ele se candidatar novamente à Presidência em 2018, quando se encerrará o atual mandato da presidente Dilma Rousseff.


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Lula cumprirá agenda na Colômbia nesta semana e, à rádio, também falou sobre a situação política do Brasil, e afirmou, sem citar um caso específico, que denúncias de corrupção são "apenas um ingrediente" para a crise política, assim como a "instabilidade política".

"Vocês sabem, eu perdi três eleições no Brasil e toda vez que eu perdia, me preparava para as próximas. Mas me parece que os nossos adversários, que perderam quatro eleições, não se conformam. Eles fazem de tudo para evitar o que agora é o grande medo deles, que é o Lula voltar em 2018", disse.

Lula já falou em outras ocasiões sobre as próximas eleições presidenciais. Na semana passada, em entrevista ao "SBT Brasil", ele disse que será o candidato do PT se for preciso "defender o projeto em curso". Em agosto, em entrevista à Rádio Itatiaia (MG), chegou a dizer que disputará a Presidência "se necessário".

Na entrevista à rádio colombiana, o ex-presidente disse considerar "loucura" antecipar em três anos as eleições presidenciais. Para ele, tenta-se criar condições para "obstruir qualquer possibilidade de a presidenta Dilma governar com tranquilidade".

"Bem, vamos aguardar com muita paz e muita tranquilidade. Estou convencido de que o Brasil saberá sair desta crise, posto que o Brasil é muito importante em sua relação com os países da América do Sul", acrescentou.

Em outro trecho, Lula disse também que prefere deixar a sociedade se mover para decidir quem será o candidato do PT à Presidência de 2018.

"Eu irei lutar contra qualquer candidatura que signifique o retrocesso na conquistas sociais do povo brasileiro. [...] E aí estarei no campo de batalha de novo para manter as conquistas", disse.

'Ingredientes' da crise
Na entrevista, Lula foi perguntado sobre como o Brasil entrou em uma crise política "tão grave" e como denúncias de corrupção tornaram-se a causa para a imagem da presidente Dilma cair "dramaticamente".

Ele, então, disse, sem citar casos específicos, que denúncias são "apenas um ingrediente" e que a "instabilidade política" também contribui para o Brasil passar por uma crise política.

"A crise exige que sejamos mais criativos e acho que as denúncias de corrupção são apenas um ingrediente, não é a coisa que atrapalha o desenvolvimento da economia. Eu creio que a instabilidade política é, também, uma das causas dos problemas, inclusive com as denúncias de corrupção", disse.

Segundo o ex-presidente, o “lema” do governo Dilma Rousseff é que pessoas honestas não são “importunadas” pela polícia. Na avaliação de Lula, cabe ao governo administrar a economia, enquanto as investigações de casos de corrupção, à polícia e ao Poder Judiciário.

"A lei existe para todos, desde um presidente da República ao mais simples cidadão brasileiro. Todos têm que cumprir a Constituição. Portanto, se todos estiverem dentro da Constituição, ningém vai ser importunado. A corrupção é um caso tratado pela polícia, pela Justiça e eu tenho discutido com a presidenta Dilma, ela deve cuidar do Brasil e da economia", afirmou.

"E eu acho que é importante – e vai haver esse momento – que as pessoas entendam que a grande parte do processo de investigação da corrupção que está acontecendo no Brasil se deve a mecanismos criados pelo próprio governo para acabar com a corrupção", concluiu.

Fonte: Com informações do G1