Lula lança o plano de combate ao crack

Plano federal deve trabalhar em três frentes: combate, prevenção e tratamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou no início da tarde desta quinta-feira (20) o plano nacional de combate ao crack, que deve atuar em três frentes: combate, prevenção e tratamento. O anúncio do plano foi feito durante a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que reúne cerca de 4.000 prefeitos na capital federal.

- Nos queremos enfrentar isso de modo decisivo, especialmente a questão do crack que eu acho que só vamos combater se tivermos medidas muitos eficazes.

O plano prevê também a capacitação de lideranças comunitárias, professores e outros agentes das sociedade civil para serem multiplicadores de informações sobre os riscos do uso da droga e seu poder de dependência.

Além disso, o governo pretende ampliar o atendimento dos Caps (Centros de Assistência Psicossocial), do Ministério da Saúde, para tratar dependentes do crack. Entre as opções, está a possibilidade de que eles funcionem 24 horas por dia.

O combate ao crack também deve entrar no plano de governo elaborado pela equipe de campanha de Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência pelo partido de Lula. O tema já tem sido abordado pela petista.

Dados

No plano de ação de combate ao crack, o governo federal também deve trabalhar para obter dados mais precisos sobre o consumo da droga nas cidades brasileiras.

Ao R7 o secretário-executivo do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), ligado ao Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira da Silva, afirmou no início do mês que as informações disponíveis ainda são contraditórias e que a primeira grande pesquisa sobre o tema só deve sair em dezembro deste ano. De acordo com o Ministério da Saúde, o levantamento mais recente sobre o consumo da droga é de 2005.

Segundo dados apresentados à Câmara dos Deputados no início de maio, o número de usuários hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão e a idade média para início do uso da droga é 13 anos - estimativa feita com base em dados do censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

Fonte: r7