Lula, o filho do Brasil estreia sob críticas e aplausos nso cinemas de todo País

Lula, o filho do Brasil estreia sob críticas e aplausos nso cinemas de todo País

Baseado no livro homônimo de Denise Paraná, o filme do diretor Fábio Barreto conta a história de vida do ex-metalúrgico

As grandes produções do cinema costumam fazer barulho mesmo antes de chegar às telonas, mas "nunca na história deste país" [para usar um bordão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva] ouviu-se falar tanto - para o bem e mal - sobre um filme nacional que ainda nem entrou em cartaz. Lula, o Filho do Brasil, que estreia nesta sexta-feira (1º) em todo o país, teve uma agenda cheia de pré-estreias e foi recebido com aplausos e muitas críticas.

Baseado no livro homônimo de Denise Paraná, o filme do diretor Fábio Barreto conta a história de vida do ex-metalúrgico antes da sua chegada à Presidência - desde o seu nascimento, em 1945, até 1980, quando virou líder sindical no ABC Paulista. Barreto, por conta de um acidente de carro, não vai poder acompanhar a estreia de seu filme. Ele está internado desde o último dia 19 em estado grave com traumatismo craniano.

A produção dividiu opiniões, críticas e elogios e foi rodeada de polêmicas da sua distribuição e patrocínio até as pré-estreias de 2009. Em Brasília, o R7 acompanhou o filme na abertura do 42º Festival de Cinema, no dia 17 de novembro, que contou com a presença da primeira-dama Marisa Letícia e de uma tropa de ministros - mas sem o presidente, que quis assistir ao filme no seu berço político, no ABC paulista.

Em São Paulo, o R7 acompanhou a primeira vez em público em que o presidente assistiu à sua cinebiografia ao lado da família e da cúpula do PT. Entre os políticos convidados, estavam os acusados do mensalão, o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino. Emocionado, o presidente não falou com a imprensa após a exibição do filme em 28 de novembro.

A produtora e o diretor da película [Paula Barreto e Fábio, respectivamente] subiram ao palco para deixar claro que o longa não recebeu incentivo e recursos públicos. Os irmãos agradeceram aos patrocinadores, todos de empresas privadas.

Mais de 12 milhões de pessoas puderam comprar até o final de dezembro dois ingressos antecipados a R$ 5. A promoção foi uma parceria da Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) com os responsáveis pelo filme. Um ingresso para assistir qualquer filme nas principais redes de cinema de São Paulo custa cerca de R$ 18.

A partir de 15 de janeiro, os sindicalizados ainda vão ter desconto, mas poderão comprar apenas um ingresso e pela metade do preço - é só apresentar a carteirinha do sindicato e documento com foto em qualquer cinema que participe da promoção.

Por conta de ideias como essa, o filme foi encarado pela oposição como eleitoreiro já que algumas lideranças enxergaram na produção uma chance da pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, pegar carona na popularidade do presidente. Em resposta, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebateu as críticas e sugeriu, em tom de ironia, um filme sobre a ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: R7, www.r7.com