Marden: Atraso na distribuição dos medicamentos deve ser averiguado pelo MP

No entanto, por quatorze votos a dez, o plenário da Assembléia Legislativa decidiu contra o requerimento.Uma audiência pública será realizada

Os ânimos ficaram acirrados na sessão de ontem na Assembléia Legislativa. O deputado estadual Marden Meneses ocupou a tribuna para fazer um requerimento solicitando uma investigação, por parte do Ministério Público, sobre o atraso na distribuição de medicamentos excepcionais. O parlamentar lembrou que, ?o ex-secretário estadual de saúde e deputado estadual Assis Carvalho (PT) já havia admitido que existe uma máfia no fornecimento de medicamentos?.

O tucano destacou que a denúncia do atraso de medicamentos veio da Associação dos Pacientes Renais Crônicos. ?São mais de 14 mil pacientes que estão prejudicados pelo atraso de medicamentos. São remédios que eles precisam tomar com freqüência,caso contrário, as conseqüências são irreversíveis?, frisou. Segundo ele, houve uma negligência por parte do ex-secretário. ?Ele próprio admitiu publicamente que existe uma máfia. Se ele foi o agente público responsável pelo órgão que faz a aquisição e distribuição, é um crime de responsabilidade?, argumentou, acrescentando que cabe ao Ministério Público averiguar as denúncias.

No entanto, por quatorze votos a dez, o plenário da Assembléia Legislativa decidiu contra o requerimento de Marden Meneses, votando para que haja uma audiência pública para discutir o problema. A audiência pública foi proposta pelo ex-secretário e deputado Assis Carvalho. O deputado petista garantiu que apresentará nesta quarta-feira um requerimento solicitando a realização da audiência pública.

Votando a favor da audiência pública, o líder do Governo na Alepi, deputado Wilson Brandão (PSB), justificou que, não há necessidade de investigação do Ministério Público, mas sim de uma discussão com todos os envolvidos. ?A audiência pública vai discutir com todos os órgãos envolvidos. Dessa forma, seremos mais objetivos em busca de uma solução para o problema?, defendeu. (M.M)

Fonte: Mayara Martins