Médica anti-PT usa rede social para pregar holocausto contra nordestinos

Com o título de "Dignidade Médica", as postagens do grupo pregam "castrações químicas" contra nordestinos


Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra de classes no entorno da corrida presidencial, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Com o título de "Dignidade Médica", as postagens do grupo pregam "castrações químicas" contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um "holocausto" entre os eleitores da petista.

Médicos, professores e estudantes de medicina estão entre os 97.901 membros da comunidade na rede social Facebook. Entre postagens de revolta com a situação da econômica do País e xingamentos a nordestinos, os participantes confessam que fazem campanha pró-Aécio até dentro do próprio consultório – público ou privado – convencendo os seus pacientes.

Eles dizem que colocam "a recepcionista no lugar dela" com ameaças de que perderia o emprego com a reeleição de Dilma. O discurso de ódio conta com frases de "nível de conversa que pobre entende" e ameaças de expulsão do grupo caso o usuário se manifeste contra os ideais da página. Um usuário protesta: "70% de votos para Dilma no Nordeste! Médicos do Nordeste causem um holocausto por aí! Temos que mudar essa realidade!".

Administradora do grupo que provocou polêmica ao pregar 'castração química' diz que página é usada só para desabafos

Uma das administradoras da comunidade "Dignidade Médica", revelada nesta terça-feira (7) por pregar holocausto contra nordestinos, afirmou à reportagem que o grupo com quase 100 mil usuários é um espaço reservado aos médicos para "desabafos". Patricia Sicchar, que se declara médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus em perfil da rede social, diz que houve uma interpretação errada para o termo “holocausto” – que nada teria de violência física, mas indicaria uma mudança de postura política. "Holocausto é uma revolução do agir. Nada do que vocês [jornalistas] entendem."

Questionada sobre o conteúdo da página e os ataques diretos contra a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, Patricia interrompe: “Não somos contra a Dilma, somos contra a Bandilma”. Para a médica, tudo que pode soar como grosseria ou ofensas preconceituosas são “apenas desabafos”. “Ali se formou um grupo de consciência política que surgiu pelos piores meios”, explica ela, atribuindo ao atual governo federal todas as frustrações da classe médica.Questionada sobre o conteúdo da página e os ataques diretos contra a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, Patricia interrompe: “Não somos contra a Dilma, somos contra a Bandilma”. Para a médica, tudo que pode soar como grosseria ou ofensas preconceituosas são “apenas desabafos”. “Ali se formou um grupo de consciência política que surgiu pelos piores meios”, explica ela, atribuindo ao atual governo federal todas as frustrações da classe médica.

 

 

Fonte: Ultimo Segundo