Ministra Dilma diz que Brasil não está livre de novos blecautes

Ministra falou pela primeira vez sobre o caso

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quarta-feira que o país por voltar a ter novos apões. "Nós não estamos livres de blecautes". Segundo ela, "ninguém pode prometer que não vai ter interrupção no sistema". A ministra falou pela primeira vez sobre o apagão, que afetou 18 estados entre a noite de terça-feira (10) e a madrugada de quarta (11).

Dilma disse que o que não ocorrerá mais no Brasil é racionamento de energia. ?O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem. Por que é barbeiragem? Porque racionamento de oito meses implica que eu com cinco anos de antecedência não soube a quantidade de energia que tinha de entrar para abastecer o país.?

A ministra afirmou que não iria polemizar sobre as causas do apagão. ?Eu não vou entrar nesse tipo de polêmica. Isso não me interessa. Não se pode politizar uma coisa tão séria para o país", disse a ministra. Nesta quarta-feira (11), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse, ao ao sair da reunião do PAC do setor elétrico, que o governo considera o assunto apagão "superado".

"Buscamos a causa do problema e conseguimos uma solução rápida. O sistema é confiável e robusto. Este assunto está superado", afirmou. Na terça-feira, ele atribuiu a raios, chuva e ventos fortes a causa do apagão. O Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe), no entanto, concluiu que é mínima a chance de um raio ter provocado o blecaute.

Críticas da oposição

Logo depois da entrevista de Lobão, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também comentou as críticas da oposição no Congresso, que pretende convocar o ministro de Minas e Energia e a ministra-chefe da Casa Civil para esclarecer o caso do apagão. "O fundamental é não politizar um debate como esse. Não podemos politizar sobre um acidente. Qualquer tentativa de politizar esse episódio vai durar menos que o incidente de quarta para quinta-feira", afirmou Padilha.

Fonte: g1, www.g1.com.br