Ministro Lobão descarta o aumento da gasolina após o carnaval

Ministro Lobão descarta o aumento da gasolina após o carnaval

Ministro afirmou que Petrobras vai "segurar" os preços no mercado interno

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou nesta sexta (4) a possibilidade de o governo elevar os preços da gasolina e do óleo diesel depois do carnaval.

"Não estamos trabalhando neste momento com nenhum aumento", disse o ministro, em Brasília. Na avaliação de Lobão, o preço do barril de petróleo no mercado internacional não deve manter uma tendência indefinida de alta.

Segundo ele, a expectativa é de não haver oscilações ainda maiores no preço do petróleo em razão da crise nos países do Oriente Médio.

"A presença da Arábia Saudita, assegurando que vai manter abastecido o mercado, é a garantia de que o preço do petróleo não vai explodir", afirmou o ministro.

Por isso, segundo ele, não haveria justificativa para um reajuste do preço dos combustíveis no Brasil. "Não trabalhamos com a hipótese de explosão do preço do petróleo", garantiu.

De acordo com o ministro, a Petrobras vai "segurar" o preço dos combustíveis no mercado nacional.

Ele disse ainda que não é avaliada é avaliada a hipótese de redução do Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para conter a alta do preço do combustível.

Segundo Lobão, como o governo não discute reajuste dos combustíveis neste momento, não faz sentido discutir uma redução dos tributos que incidem sobre a gasolina e outros derivados de petróleo.

Código de mineração

O novo código de mineração será reencaminhado à Casa Civil neste mês, informou o ministro. "Tratei isso ontem com a presidente Dilma Rousseff", disse.

Na proposta, será incluída uma cláusula que altera a exploração de urânio. Atualmente, segundo o ministro, as empresas que têm autorização para explorar minério de ferro encontram urânio e têm que paralisar as atividades.

Por isso, a cláusula tratará dos procedimentos que devem ser adotados nesses casos. "Estão analisando se o minerador poderá explorar o urânio ou não", observou.

Fonte: g1, www.g1.com.br