Ministro vai hoje ao Congresso explicar denúncia de nepotismo

Ministro vai hoje ao Congresso explicar denúncia de nepotismo

A comissão foi convocada durante o período de recesso parlamentar especialmente para ouvir as declarações do ministro.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, é aguardado na tarde desta quinta-feira (12) dar prestar explicações à Comissão Representativa do Congresso Nacional sobre as denúncias das quais é alvo.

A comissão foi convocada durante o período de recesso parlamentar especialmente para ouvir as declarações do ministro. O depoimento do ministro está marcado para se iniciar às 15h30, no plenário do Senado, mas a reunião da comissão tem previsão de começar às 14h30.

Bezerra é alvo de denúncias segundo as quais privilegiou o estado natal, Pernambuco, na distribuição de verbas das chuvas; favoreceu o filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com liberação de emendas parlamentares da pasta; e agiu para manter o irmão, Clementino Coelho, na presidência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

A presença do ministro perante a comissão foi fruto de um acordo firmado entre o próprio Bezerra Coelho e o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), que também preside a Comissão Representativa. A reunião do grupo foi convocada por Sarney na terça-feira (10). A comissão representativa que vai ouvir Bezerra é integrada por oito senadores e 17 deputados, na maioria governistas.

A comissão recebeu dois requerimentos de convocação de Bezerra - um do PPS, na semana passada, e outro do líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), nesta terça (10). Com o comparecimento espontâneo do ministro, os requerimentos poderão nem ser votados pela comissão.

Se não houver votação de requerimentos, será necessária somente a presença de um terço (três senadores e seis deputados) dos membros da comissão para que o ministro seja ouvido, informou a secretária-geral da Mesa do Senado, Cláudia Lyra. Segundo ela, todos os integrantes da comissão já foram notificados sobre a reunião.

Fonte: G1