Morte de garoto repercute e deputados discutem combate à violência no Piauí

“A mãe de Eduardo tinha ido ao Rio de Janeiro em busca de emprego e agora voltou com seu filho morto”, destacou

A Assembleia Legislativa aprovou na manhã de ontem (06), durante sessão plenária, requerimento do deputado João Mádison (PMDB) pedindo voto de pesar pela morte de Eduardo de Jesus, de 10 anos, morto por um disparo de arma de fogo no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O parlamentar destacou que a criança é mais uma vítima da violência, alçada, principalmente pela guerra entre traficantes e policiais, justificando a solicitação pelo fato da família da vítima ser natural de Corrente, no Piauí. “A mãe de Eduardo tinha ido ao Rio de Janeiro em busca de emprego e agora voltou com seu filho morto”, destacou.

O caso ensejou para a discussão em torno de medidas que reduzam os índices de violência no país, a mais nova ação se refere a redução da maioridade penal, ideia defendida por Mádison. “Nós esquecemos que pode acontecer dentro das nossas próprias casas, hoje a violência não respeita mais rico, não respeita pobre, então nós temos que buscar alternativas para isso, hoje se fala muito em diminuir a maioridade, eu acho que é um dos problemas, mas nós temos outros problemas sociais que são muito graves”, indicou.

O parlamentar revelou ser favorável à aprovação, desde que venha acompanhada de novas ações. “Sou a favor, creio que estão usando muitos jovens para matar e eu acho que quem pode votar, quem pode dirigir, também deve ter a sua responsabilidade penal, mas isso ainda é muito pouco, tem que fazer outras coisas”, disse.

CONTRAPONTO – Já o deputado Cícero Magalhães (PT) defendeu a educação como principal solução para a violência, demonstrando sua posição contrária em relação a redução da maioridade penal. “Acho que tem muitas coisas que o Congresso pode ficar atento para melhorar a vida do povo, diminuir a violência, fazer com que nossa juventude esteja inserida num outro contexto. Botar na cadeia, não é a melhor solução, até mesmo porque eu duvido que os parlamentares que estão a defender a queda da maioridade penal, que quando chegar num filho dele vai deixar ele preso. Eu acho que nossa juventude tem que ser educada”, comentou.

 

Fonte: Francy Teixeira