"Não vamos recuar um milímetro da disputa política", afirma  Rousseff Dilma em Minas Gerais

"Não vamos recuar um milímetro da disputa política", afirma Rousseff Dilma em Minas Gerais

Para presidente, é "usual" tentativa de desgastar governo na pré-campanha.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (7), em Contagem (MG), durante evento para entrega de máquinas a prefeituras de 151 municípios mineiros, que é "usual", em períodos de pré-campanha eleitoral, "a utilização de todos os instrumentos possíveis" para desgastar o governo.

A declaração foi dada em um momento político delicado para o governo, em que denúncias de irregularidades na Petrobras movimentam articulações em torno de CPIs no Congresso Nacional. No fim de semana, pesquisa Datafolha apontou queda na intenção de voto na presidente (38% em março ante 44% em fevereiro).

De acordo com a presidente, seu governo não vai "recuar um milímetro" da disputa política.

"A campanha eleitoral só vai começar depois de junho. E aí eu quero dizer uma coisa pra vocês: é muito usual durante os períodos de pré-campanha no Brasil e nos períodos de campanha que haja a utilização de todos os instrumentos possíveis para desgastar este ou aquele governo. Nós temos experiência disso porque nós já enfrentamos isso em 2006 e em 2010. Podem ter certeza: o meu governo continuará governando, continuará mantendo seu caráter republicano, mas nós não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer", afirmou Dilma.

Verba para custeio de saúde e educação

Em seu discurso, a presidente também anunciou a liberação para prefeituras de R$ 1,5 bilhão destinado ao custeio de ações em saúde e educação. Essa é a segunda metade dos R$ 3 bilhões prometidos pela presidente em julho de 2013, na XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

"Neste mês de abril, agora nós estamos pagando a segunda parte dos R$ 3 bilhões que nós destinamos para custeio das prefeituras", anunciou a presidente. Ela disse que determinou ao Ministério da Fazenda que fizesse nesta segunda os depósitos nas contas da prefeituras.

"Tenho certeza que isso vai ser uma contribuição para que os municípios possam custear os serviços que têm de entregar às suas populações."

Fonte: G1