Nova campanha de combate a febre aftosa no Piauí começa em maio

Em dezembro do ano passado o percentual de 91,76% foi atingido na campanha de vacinaçã contra a febre aftosa

Em dezembro do ano passado o percentual de 91,76% foi atingido na campanha de vacinaçã contra a febre aftosa. No entanto a a Agência de Defesa Agropecuária (Adapi) informa que o percentual no período pós campanha se aproxima a 94%. Na perspectiva de manter esse alto índice no rebanho e colocar o Piauí na situação de fora de risco com vacinação é que as atividades para a campanha deste ano já começaram. A partir do dia 1º maio a primeira etapa deve ser iniciada no campo.

Nesse sentido a Adapi está sendo preparada para colocar em operação um grande projeto de preparação dos seus 120 escritórios no interior do Estado com 120 motos, 17 camionetes, 16 carros do tipo Uno, 160 computadores, GPS e fone fax visando com isso dotar os técnicos de todos os equipamentos, que possam facilitar seu desempenho. A Agência também abre concurso para mais 80 profissionais, desse total 30 para veterinários, 25 para agrônomos e 25 técnicos administrativos.

O gerente estadual de Defesa Animal, Raimundo José Mendes Silva pontua que técnicos do Ministério da Agricultura já estiveram no Piauí no período de 22 a 26 de março último, para realização de auditoria com a pretensão de identificar possíveis falhas para serem sanadas imediatamente, o resultado do relatório ainda não foi apresentado a Adapi.. Contudo,a ordem é tirar o rebanho bovino e bubalino do Piauí, estimado em 1.650 milhão de cabeças, da situação de médio risco para a febre aftosa para área livre com vacinação.

Para chegar à situação atual, o Piauí começou a campanha de vacinação em outubro de 2003, atingindo apenas 53% do rebanho. Com a criação da Adapi, em 2006, o combate à doença foi intensificado, alcançando índice superior a 90% de cobertura em 2009.Com a plena vacinação, as vantagens para o Piauí se concentram em fomento a agroindústria, implantação de mais matadouros higiênicos, a comercialização da produção sem restrição sanitária entre os estados produtores. ?Essa é uma medida que sem dúvidas vai proporcionar o livre comércio de animais. O que vai ser pensado é o melhoramento dos animais e a qualidade, queremos compor um sistema de controle top de linha,e eficiente?, disse Raimundo José.

No nordeste por exemplo somente a Bahia e Sergipe possuem situação de risco livre, a parceria com o governo federal tem a previsão de compor em um bloco único os demais estados nordestinos para tanto essas ações de logística já iniciaram. Isso é evidenciado com a iniciação da campanha publicitária dessa primeira fase, proposta da Adapi é superar os já atuais 94% do período pós campanha. (T.T.)

Fonte: Thays Teixeira - Jornal Meio Norte