Novo metrô de Teresina custará R$ 420 milhões, afirma Wellington Dias

Governador sinalizou que o novo projeto do metrô já está concluído e a equipe aguarda apenas a aprovação da Caixa e a liberação dos recursos incluídos no PAC do Governo Federal

Com o projeto de modernização do transporte público teresinense em andamento, um dos principais pilares condiz com a reestruturação do metrô da capital, tal viés tem sido trabalhado constantemente pelo Executivo Estadual. Nesse sentido, o governador Wellington Dias (PT) sinalizou ontem que o projeto já está concluído e a equipe aguarda a aprovação pela Caixa Econômica Federal, desse modo, a perspectiva gira em torno da finalização da licitação ainda neste semestre.


“Esse dinheiro está autorizado pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o que a gente precisa é acelerar na Caixa a aprovação do projeto que foi apresentado, foram feitos alguns ajustes, a previsão é que até junho a gente tenha a abertura da concorrência para, a partir daí, saber qual será a empresa que fará a obra”, indicou Wellington.

A responsabilidade pela consecução dos recursos foi compartilhada ainda com o Governo Federal, a modernização do transporte ferroviário teresinense promete ser um marco no desenvolvimento do Piauí, tendo a ciência que a concretização do projeto possibilitará a tão sonhada integração com os ônibus, oferecendo uma gama de opções para a população. “Nós vamos ter R$ 210 milhões do Orçamento Geral da União e aproximadamente o mesmo valor de contratos de empréstimos, ou seja, cerca de R$ 420 milhões investidos”, destacou o governador.

INVESTIMENTOS – Na ocasião, Dias detalhou os esforços realizados na sua última visita à capital federal em torno da liberação de recursos, visando a retomada de importantes obras no Estado. No tocante a esse assunto, ele orquestrou para a liberação de mais de R$ 360 milhões junto ao Tesouro Nacional, destinados a conclusão de projetos de infraestrutura.

A previsão é que até a próxima semana o montante já esteja disponível. “A previsão é que na próxima semana a gente tenha a liberação por parte do Tesouro Nacional e com isso vamos pagar as intervenções já existentes e retomar as obras que estão paralisadas, boa parte das obras dos empréstimos já foi retomaram, existe apenas um contrato de aproximadamente 170 obras, que nós devemos ter condição de retomar até o mês de maio”, afirmou.

ROYALTIES – Outra expectativa do Governo do Estado versa sobre a aplicação da lei de distribuição dos royalties do Pré-Sal, nisto, Wellington aguarda o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele e os demais governadores nordestinos cobraram a concretização da medida, que está emperrada desde que a ministra do STF, Carmem Lúcia suspendeu, em caráter cautelar, a aplicação das novas regras para distribuição dos royalties do petróleo. “A previsão vai depender da decisão do Supremo, a decisão vai ser de entrar em vigor imediatamente, de entrar em vigor somente em 2016, vamos aguardar”, disse.

De acordo com o gestor, o Piauí poderá ter um incremento de R$ 300 milhões por ano na Receita caso a ação seja aplicada. “Na área dos royalties nós temos uma força nova, que foi a queda do preço do barril e do outro lado a queda pela manutenção de várias plataformas que voltaram agora as atividades”, lembrou Wellington.

Dias e ministro acertam projeto de desenvolvimento do Piauí

Propagando uma revolução em áreas prioritárias da administração, o ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, esteve reunido na manhã de ontem com o governador Wellington Dias (PT) e diversos parlamentares e gestores piauienses visando a apresentação de um projeto de desenvolvimento baseado em quatro eixos principais: o incentivo ao empreendedorismo, o avanço na ciência e tecnologia, a unificação física da região e a integração das cadeias produtivas.

Na ocasião, o representante do Governo Federal destacou que as ações necessitarão de esforços constantes do Executivo, apontando para os desafios em torno da escassez de recursos, direcionando novos caminhos a serem adotados. “É claro que nós precisamos mobilizar dinheiro para investimentos, o ajuste fiscal como nós temos visto, não é agenda de desenvolvimento, é preliminar a uma agenda de desenvolvimento, mas o mais importante ainda do que o dinheiro, são as ideias, nós queremos agora começar a organizar esse projeto”, impôs.

Unger ainda creditou à educação um elo preponderante para o sucesso de qualquer política pública, impondo a extinção de velhos problemas que limitam o setor no país, segundo ele, é uma questão tradicional, que deve ser quebrada. “O foco do nosso projeto prioritário do Governo Federal é a qualificação do ensino básico, nossa tradição no Brasil é a decoreba, o enciclopedismo raso e na combinação de individualismo e autoritarismo na sala de aula, nós queremos um ensino formado em capacitações analíticas, interpretação de textos e raciocínio lógico, nós queremos um ensino organizado de maneira cooperativa; o Nordeste pode ser uma linha de frente nessa revolução educacional”, disse.

Atento ao posicionamento do ministro, o governador Wellington Dias abstraiu as intervenções, indicando para a colaboração entre Estados, Municípios e União. “Estou muito confiante que o que tivemos foi importante, mas agora temos uma nova realidade no Brasil e temos ideias novas e projetos novos para tocar, existe a possibilidade do pouco que cada um tem, se somar e dar resultado, incluindo o setor privado, creio que permite a gente andar junto, quando ele coloca uma escola cooperativa”, destacou. No encerramento da agenda a tarde o ministro proferiu a palestra “O Novo Modelo de Desenvolvimento Regional e o Federalismo Cooperativo” no auditório do CEIR.

 

Fonte: Francy Teixeira