Obama cumprimenta Lula e admite peso internacional do Brasil

Nova estratégia de segurança dos EUA admite peso do Brasil no mundo

Os Estados Unidos, anunciaram nesta quarta-feira (27) pela Casa Branca, as políticas econômicas e sociais do Brasil, reconhece o país como guardião de ?patrimônio ambiental único? e dá as ?boas-vindas? à influência de Brasília no mundo.

O documento de 60 páginas é a primeira atualização do governo de Barack Obama sobre as linhas gerais da estratégia internacional dos EUA, sucedendo os relatórios de 2002 e 2006, assinados por George W. Bush, que consagraram a expressão ?guerra ao terror?.

Em contraste com os anteriores, que citavam o Brasil de modo direto apenas uma vez cada um, o relatório de Obama dedica mais atenção ao país, que aparece dentro do tópico ?Ordem internacional?.

?Nós estamos trabalhando para construir parcerias mais profundas e mais efetivas com outros centros de influência fundamentais ? incluindo China, Índia e Rússia, assim como nações de crescente influência como Brasil, África do Sul e Indonésia ? de modo que possamos cooperar em questões de preocupação bilateral e global, com o reconhecimento de que poder, em um mundo interconectado, não é mais um jogo de soma zero?, afirma o documento.

Na sequência, o relatório trata da Ásia e da Rússia, e depois se detém nos ?centros de influência emergentes?, momento em que o Brasil aparece com detalhamento.

?Nós damos as boas-vindas à liderança do Brasil e procuramos ultrapassar as datadas divisões Norte-Sul para perseguir um progresso em questões bilaterais, hemisféricas e globais?, declara.

?O sucesso macroeconômico do Brasil, aliado com seus passos para diminuir as desigualdades socioeconômicas, fornece importantes lições para os países em toda América e África?, prossegue o texto. ?Incentivamos os esforços do Brasil contra redes transnacionais ilegais?.

?Enquanto guardião de um patrimônio ambiental nacional único e líder em combustíveis renováveis, o Brasil é um parceiro importante para enfrentar a mudança climática global e para promover a segurança energética?, afirma.

?E no contexto do G-20 e da rodada de Doha, trabalharemos junto com o Brasil para garantir que o desenvolvimento econômico e a prosperidade seja amplamente compartilhada?, conclui.

Além do Brasil, outro país sul-americano que aparece na estratégia é a Argentina, mencionada uma vez, no contexto do crescimento do G-20: ?As nações que compõem o G-20 ? da Coreia do Sul à África do Sul, da Arábia Saudita à Argentina ? representam pelo menos 80% do PIB mundial, fazendo com que esse grupo seja um elemento influente no cenário mundial?.

A Venezuela de Hugo Chávez, adversário declarado da Casa Branca, assim como Colômbia e Chile, aliados tradicionais da política norte-americana, não são explicitamente mencionados em nenhuma parte.

Fonte: 10rm.eb.mil.br