Oposição vence eleições para parlamento no Japão

Coalizão de oposição já conquistou 264 cadeiras em apuração parcial

 O Partido Democrático japonês venceu as eleições deste domingo (30) para o parlamento do país, diz a imprensa local. Segundo a rede de TV NHK, a apuração parcial das urnas diz que a coalizão do partido já conquistou 264 cadeiras do parlamento do Japão, enquanto o governo atual garantiu apenas 74 cadeiras.

São necessárias 241 cadeiras para se obter a maioria no parlamento do país. O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, disse em entrevista coletiva neste que se responsabiliza pela derrota do Partido Liberal Democrático nas eleições .

Aso também assinalou que vai deixar a liderança do partido. Segundo a Reuters, uma pesquisa de boca-de-urna realizada pela emissora de TV local Asahi mostra que o partido de oposição no país deve ficar com 315 das 480 cadeiras do parlamento do país. A projeção está próxima de outras pesquisas de boca de urna e condiz com as pesquisas de opinião realizadas ao longo da campanha.

Uma vitória da oposição acabaria com quase 54 anos ininterruptos do conservador Partido Liberal Democrático no poder. O Partido Democrático já começou a comemorar com aplausos e gritos de "banzai" (longa vida, em japonês) sua vitória nas eleições. Com a tradicional reverência de agradecimento usada no Japão e mãos para o alto, os candidatos da principal força opositora receberam as pesquisas e os primeiros resultados favoráveis divulgados pelos meios de comunicação local. Essa é uma derrota importante para Taro Aso, atual primeiro-ministro do país e membro do Partido Liberal Democrático, que está com baixíssimos índices de aprovação.

O ocupante do cargo de primeiro-ministro é escolhido pelo parlamento e, no caso da eleição do Partido Democrático, deve ficar com seu líder, Yukio Hatoyama. Processo eleitoral Os japoneses têm a possibilidade de eleger, nestas eleições, 480 representantes na Câmara dos Representantes.

Desse total de cadeiras, que se renovam em pleito a cada quatro anos, 300 serão preenchidas por votação nominal e as 180 restantes serão distribuídas proporcionalmente em listas partidárias. Um candidato pode se apresentar ao mesmo tempo à votação nominal e proporcional. No dia do pleito, cada eleitor vota duas vezes: num dos candidatos e numa lista apresentada por um partido político de sua zona regional.

A idade mínima para votar é de 20 anos. Concorrem 1.374 candidatos que deverão ser escolhidos por cerca de 103 milhões de eleitores. Os deputados são eleitos por um período de quatro anos e são encarregados de escolher o primeiro-ministro entre os eleitos do Parlamento, em geral os líderes dos partidos. As últimas legislativas para a Câmara dos Representantes do país ocorreu em 2005. O índice de participação então foi de 67,5%. O Partido Liberal Democrático é maioria na Câmara atual, com 334 deputados com o seu aliado, o Novo Komeito (budista). Principal sigla da oposição, o Partido Democrático conta com 112 deputados.

Fonte: g1, www.g1.com.br