Palestinos querem Lula secretário-geral da ONU

Porta-voz da Presidência palestina defendeu nome de brasileiro para cargo nas Nações Unidas.

O porta-voz da Presidência palestina, Mohamed Edwan, afirmou nesta quarta-feira (17) que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, cargo que atualmente é ocupado pelo sul-coreano Ban Ki-moon.

Durante a visita do presidente Lula a Ramallah, na Cisjordânia, o porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse à BBC Brasil que "vemos o presidente Lula como nosso irmão".

"Achamos que ele poderia ser um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar de maneira inteligente e admirável", disse Edwan.

"O próprio presidente Abbas também pensa assim", acrescentou o porta-voz.

Durante a inauguração da Rua Brasil em Ramallah, os palestinos presentes aplaudiram de pé o presidente brasileiro e gritaram "Viva Lula!".

Para o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, que falou ao lado de Lula, "muitos dos que aplaudiram não entendem português, mas o presidente Lula fala uma língua universal, que todos entendem".

Sugestão

O palestino brasileiro Jamil Abu Fara, de 26 anos e habitante da cidade de Hebron, estava na cerimônia e levantava um cartaz com os dizeres: "O Brasil está em nossos corações".

Abu Fara é um dos 5 mil palestinos de cidadania brasileira que moram na Cisjordânia.

De acordo com o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, também presente no evento, o número de palestinos moradores do Brasil é de cerca de 50 mil.

Para o embaixador, os palestinos brasileiros "podem ser uma ponte para estreitar os laços entre o povo brasileiro e o povo palestino".

O embaixador afirmou ainda concordar com o desejo do porta-voz da Presidência palestina de que Lula se torne secretário-geral da ONU.

"O presidente Lula demonstrou ser um estadista muito importante, de estatura internacional", afirmou.

Questionado sobre a proposta dos palestinos, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que "não é a primeira vez que ouço essa sugestão, (o presidente francês Nicolas) Sarkozy já havia sugerido isso no passado".

Fonte: g1, www.g1.com.br