Partidos comentam documento enviado pelo PT

Alguns dos representantes dos partidos analisaram a entrega do documento sugerindo modificações como "quebra de acordo aos critérios pré-estabelecidos

O documento entregue pelo Partido dos Trabalhadores na noite da última segunda-feira, gerou comentários entre os membros dos demais partidos que compõem a base aliada. Alguns dos representantes dos partidos analisaram a entrega do documento sugerindo modificações como "quebra de acordo aos critérios pré-estabelecidos", outros já analisaram como natural.

Para o deputado estadual Nerinho (PTB) se houveram sugestões de mudanças nos critérios, é um momento de chamar os partidos para uma nova rodada de conversações. "Na reunião com o governador, foram estabelecidos critérios que foram aceitos por todos os partidos. Se estão sugerindo mudanças, uma nova reunião deve ser realizada para que os partidos possam analisar se aceitam ou não. Se for do entendimento de todos que as mudanças serão aceitas, os critérios podem ser mudados", explica, acrescentando que "impor critérios goela a baixo" não é o melhor caminho.

A opinião é compartilhada pela deputada Lilian Martins (PSB). A parlamentar diz ver com naturalidade os partidos apresentarem propostas nesse momento de afunilamento. "Não significa quebra de acordo. É uma proposta que deve ser submetida aos partidos da base. A política é muito dinâmica e não há verdade absoluta", analisa. O PSB, de acordo com a parlamentar, confia na coordenação do governador nessa "engenharia política" que está se formando.

Opinião distinta foi dada pelo PMDB. Para o deputado estadual Warton Santos, ao pedir essas mudanças, o PT está quebrando acordos e querendo ser diferente dos demais partidos. "Eles não podem esquecer que o Lula e o Wellington ocuparam cargos públicos pela flexibilidade na argumentação com os demais partidos. O PT não pode impor condições. O governador é quem é o articulador do processo e não o PT", pontua, ressaltando que acredita que o governador terá discernimento e habilidade política para apontar o melhor nome. (M.M)

Fonte: Mayara Martins