Piauí muda perfil e reduz nível de pobreza

O trabalho do Ipea confirma ainda que o Piauí deixou de ser o Estado mais pobre do Brasil

O número de pessoas em situação de extrema pobreza no Piauí caiu quase que pela metade nos últimos anos. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no período de 1995 a 2008, a taxa de extrema pobreza no Estado sofreu uma redução de cerca de 20 pontos percentuais, passando de 46,8 para 26,1%.

Também diminuiu o número de pessoas em situação de pobreza absoluta, passando de 75,7%, em 1995, para 52,9% em 2008. O trabalho do Ipea confirma ainda que o Piauí deixou de ser o Estado mais pobre do Brasil, ocupando hoje a terceira posição no ranking, deixando para trás os estados de Alagoas e Maranhão. ?O Piauí não aparece mais na ponteira final em nenhum dos indicadores?, comemora o economista e secretário estadual do Planejamento, Sérgio Gonçalves Miranda.

O secretário Sérgio Miranda explica que são consideradas pobres todas as pessoas que têm dificuldade de adquirir os bens necessários para sua sobrevivência e que apresentam uma renda per capita de até meio salário mínimo por mês. Já os extremamente pobres, ou miseráveis, são aqueles que têm dificuldade para adquirir os alimentos necessários à sua sobrevivência e ganham até ¼ do salário mínimo.

Para Miranda, a diminuição no número de pobres se deve as políticas sociais de inclusão do Governo Federal, como o programa Bolsa Família e as transferências de renda. Ele destaca, no entanto, que nos últimos sete anos a dinâmica da economia tem se apresentado como um importante fator para redução da pobreza. ?Hoje, podemos considerar a geração de emprego como o grande motor da transformação, mais importante do que até mesmo os programas sociais?, adianta.

Acrescenta que a erradicação da pobreza no Piauí está mais acelerada do que em outros estados, como o Maranhão, por exemplo. ?Mantendo este ritmo, é possível erradicar a pobreza no Estado até 2016?, garante.

Fonte: CCOM, www.pi.gov.br