Planalto age para consolidação da união da base no Piauí. Veja!

JVC admitiu que a chapa de consenso no bloco poderá ser formada sem um membro do PTB

A reunião entre o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, com o senador João Vicente Claudino (PTB), o deputado federal Ciro Nogueira (PP) e o deputado estadual Themístocles Filho (PMDB), realizada na manhã de ontem, em Brasília, indicou novos caminhos para consolidação da união na base aliada. Após o encontro, João Vicente admitiu pela primeira vez que a chapa de consenso no bloco governista poderá ser formada sem um membro do PTB.

De acordo com Claudino, que é pré-candidato a governador, o partido ?trabalha sem barganhar?. Um apoio ao bloco governista através da indicação de outra legenda é visto pelo senador como ?possível?. A composição que aponta o PP do deputado federal Ciro Nogueira na vaga de senador estaria, portanto, acomodando o PTB.

A falta de quadros dentro da sigla é um dos motivos apontados por João Vicente para a ausência de representantes petebistas dentro da chapa que será anunciada pelo governador Wellington Dias após a semana santa. ? Não fabricamos nomes. O partido só trabalhou meu nome e se eu não for o escolhido não temos indicações para a vaga de vice, por exemplo?, argumenta, acrescentando que tem ?total solidariedade? com a permanência do governador no cargo.

Uma ida para a oposição também é totalmente descartada por Claudino. ?Estamos na base e continuamos nela?, disse. Na conversa com Padilha, o senador adiantou que buscou recursos para a provável administração do vice-prefeito Elmano Ferrer na capital e negociou para a vinda do presidente Lula na inauguração da Ponte Estaiada, no dia 30 de abril.

Já Ciro Nogueira, pontuou que as articulações para que ele seja candidato a senador existem, mas ?não se faz uma candidatura só?. ?Todos os políticos gostam de crescer. Tenho esse sonho de ser senador, mas isso só será definido quando o cargo de governador for fechado?, frisou, lembrando que o interesse do Planalto no Piauí também alcança a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef à Presidência.

A vaga que faltava para acomodar o PSB foi insinuada pela deputada estadual Lílian Martins (PSB) como sendo a de vice. Lílian foi enfática sobre a impossibilidade do partido pleitear a posição de senador, porém ressaltou que o cargo ocupado atualmente pelo vice-governador Wilson Martins (PSB) poderia ser bem recebido pela legenda. ?Não diria que aceitamos, mas é possível. Já ocupamos o cargo de vice e somos um partido grande, só podemos negociar a partir daí?, reiterou. (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte