PMDB agora elogia a atuação da presidenta Dilma Rousseff

O tom conciliador é atribuído a uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aconselhou Dilma a se reconciliar com sua base.

A cúpula do PMDB avalia que o relacionamento do partido com a presidente Dilma passou pelo seu principal teste, depois de colecionar atritos desde o início do ano. Líderes peemedebistas elogiaram o comportamento da presidente no episódio que levou à demissão do ministro Wagner Rossi (Agricultura), indicado pelo vice-presidente Michel Temer. A presidente, na visão de líderes do PMDB, seguiu o manual da boa convivência.



Os peemedebistas destacaram que Dilma não ouviu ninguém ao nomear Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Paulo Sérgio Passos (Transportes), mas entregou ao PMDB a indicação do substituto de Rossi.

"Ela se saiu muito bem. Primeiro porque o Rossi saiu porque quis, a presidente insistiu muito para ele ficar, ela foi muito correta. Depois, após a saída de Rossi, ela consultou o Temer sobre os substitutos", disse o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

O tom conciliador é atribuído a uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aconselhou Dilma a se reconciliar com sua base aliada, principalmente com o PMDB.

Segundo relato de amigos do ex-presidente, ele alertou que o governo perderia sustentação política se entrasse em guerra com o partido.

Desde o início do governo, Dilma e PMDB viveram momentos de tensão. A presidente chegou a ameaçar demitir todos os ministros da sigla após a derrota sobre o Código Florestal na Câmara.

Recentemente, líderes do partido comandaram uma "greve branca" no Congresso por conta da demora na liberação de verbas.

Na quarta-feira (17), durante reunião na liderança do partido, deputados peemedebistas se queixaram do tratamento dado ao PMDB, citando a operação da PF envolvendo o Turismo.

No Rio, Michel Temer disse que há "zero de estremecimento" na base aliada. "A vida continua", disse, lembrando que Dilma pediu que ele indicasse um substituto de Rossi, depois de ele ouvir o PMDB.

"A base aliada continua aliada", afirmou Temer, que recebeu na quinta-feira (18) o título de doutor honoris causa da Academia Brasileira de Filosofia.

Fonte: Folha.com