PMDB só decidirá hoje caso haja unidade

Caso contrário, os peemedebistas afirmam que acaba o compromisso com a base.

Depois de duas horas de reunião, a cúpula do PMDB definiu que o partido só tomará a decisão caso haja unidade da base aliada. A reunião, que contou com a participação dos principais líderes do partido, foi convocada em caráter de urgência, com o intuito de levar o posicionamento do partido para o encontro de hoje com o governador e com os demais membros da base aliada. O deputado federal Marcelo Castro, presidente regional da sigla, admitiu que seu nome pode não ser o escolhido para encabeçar a chapa, por ?não ter apresentado um bom desempenho nas pesquisas?.

Castro explicou a unanimidade dos membros da base aliada na candidatura do governador Wellington Dias ao senado, mas que os partidos poderão tomar a decisão que for melhor para cada um. O parlamentar acrescentou que o PMDB reafirma a decisão que já vem manifestando em público de se manter na base aliada, mas dentro dos critérios estabelecidos. ?Se na casa do governador, escolherem um candidato que seja de consenso, não haverá dúvida que o PMDB estará unido e votará neste candidato?, frisa.

Caso contrário, os peemedebistas afirmam que acaba o compromisso com a base. Neste caso, o PMDB ?irá se recolher? para posteriormente tomar a decisão que for melhor para o partido. ?Ouviremos os principais líderes, deputados, prefeitos e tomaremos nosso rumo. Trabalhamos para continuar onde estamos, mas dentro do acordo que fizemos?, ressalta, acrescentando que ficaria entristecido caso haja o esfacelamento da base. ?O Lula e Wellington Dias estão construindo uma coisa que é muito importante para o país e para o Piauí. O esfacelamento da base, significaria a não continudade desse projeto?, pontua.

Sem querer dizer qual seria a escolha do partido caso o PMDB não consiga viabilizar a sua pré-candidatura, o parlamentar ressaltou que o partido deve participar da chapa majoritária pelo tamanho e representatividade. ?Qualquer decisão que seja tomada e não seja levado isso em consideração, será uma descortesia. E isso dá o direito do partido se rebelar?, adiantou. (M.M).

Fonte: Mayara Martins