Polícia italiana cortou energia elétrica para "forçar" saída de Henrique Pizzolato de seu apartamento

Polícia italiana cortou energia elétrica para "forçar" saída de Henrique Pizzolato de seu apartamento

Toda a ação policial foi acompanhada por uma vizinha que disse que a ação parecia "cena de TV"

Com a saída do sobrinho do ex-diretor do BB Henrique Pizzolato, Fernando Grando, do apartamento, a polícia italiana percebeu que apesar de a casa estar toda fechada havia uma movimentação interna.

Em torno de dez policiais participavam de uma tocaia há alguns dias ao apartamento de Grando. Um "varredor" avisava por rádio os movimentos do apartamento térreo localizado na via Vandelli, em Pozza, um distrito de Maranello (a 332 km de Roma).

Primeiro, Grando e dono do apartamento, deixou a casa sem parar para trancar a porta, fazendo a polícia perceber que havia mais gente dentro do imóvel. A polícia também percebeu que o relógio de energia elétrica e de água estavam funcionando mesmo após a saída de Grando, e resolveram cortar o fornecimento de energia.

Passado alguns minutos, a mulher de Pizzolato, Andrea Eunice Haas, abriu a janela do apartamento. Esta foi a oportunidade para a polícia tocar a campainha. Ao atender, Haas se identificou com seu nome verdadeiro. Logo depois, Pizzolato apareceu sem barba e bigode e se identificou como Celso Pizzolato, irmão morto em acidente de carro há 35 anos. Contudo, Pizzolato tinha uma aparência diferente da que aparecia no documento. Só depois, Pizzolato admitiu a verdadeira identidade Com a saída do casal de dentro do apartamento, os policiais fecharam o cerco.

"CENA DE TV"

Toda a ação policial foi acompanhada por uma vizinha que disse que a ação parecia "cena de TV". "São coisas que a gente só vê na televisão. Um dos policiais estava varrendo a rua. Foi tudo muito rápido. De repente chegaram os carros da polícia", disse à Folha a cabeleireira Silvia Justi, 38, dona de um salão bem ao lado do apartamento onde Pizzolato foi encontrado.

A dona do salão de beleza diz ter visto Pizzolato algumas vezes durante as últimas semanas, quando ele entrava ou saía do apartamento. Trocava cumprimentos com ele. "Eu pensava que ele trabalhava na Ferrari também porque o outro rapaz [o sobrinho Grando] eu sei que trabalha lá", contou. Justi é uma exceção ao silêncio adotado na vizinhança sobre o caso. Outros vizinhos evitaram comentar o caso ou disseram nunca ter visto Pizzolato.

Fonte: Folha