População de Avelino Lopes sofre com abastecimento de água precário

A barragem que abastece a cidade conta atualmente com apenas 20% de sua capacidade

Em Avelino Lopes, distante 819 km de Teresina, no extremo Sul do Estado, a população sofre com a falta de água. A barragem que abastece a cidade conta atualmente com apenas 20% de sua capacidade, trazendo grandes preocupações para moradores e produtores rurais que veem sua fonte de renda e seus rebanhos ameaçados.



Preocupado com a situação do local o deputado estadual Fernando Monteiro (PTB), subiu nesta segunda-feira (23), na tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí, para chamar a atenção de autoridades sobre a calamidade que está passando a região.

?Estive nessa cidade há poucos dias e pude constatar o estado de calamidade pública em que se encontra a barragem do local. Ver aquele reservatório com tão pouca água e coberto por urubus foi algo que nunca havia presenciado durante minha trajetória política. A água disponível para a população, além de insuficiente. é de péssima qualidade", concluiu o parlamentar.

Segundo o deputado, a barragem acumulava água para abastecer toda a população, que há alguns anos era composta de apenas 400 casas, e hoje já ultrapassa as 3 mil residências para abastecimento. "Atualmente o local se tornou um terreno seco, uma verdadeira imagem da desolação", destacou Monteiro.

O prefeito do município, Dióstenes Alves, já decretou estado de calamidade pública na região. ?São 14 mil avelinenses que não possuem nenhuma forma de subsistência. Avelino Lopes possui a 30 km a terceira maior barragem do Estado, Algodões II, com capacidade para 240 milhões de metros cúbicos de água, está passando por uma situação precária, atingindo atualmente toda a zona urbana e rural?, disse o gestor.

A moradora Francisca Silva, que reside na cidade há 15 anos relata o descontentamento da população. "Estamos comprando água para beber e cozinhar com o pouco que ganhamos para o nosso sustento. Mal temos dinheiro para comprar o que comer, a situação está cada dia mais difícil e o governo não toma providências", afirmou.

Fonte: Ascom