Posse dos parlamentares no Congresso Nacional representará maior renovação dos últimos 16 anos

Novo Congresso terá que enfrentar discussões importantes e imediatas. Cargo é cobiçado porque presidentes têm poder de influir em decisões.

O ano novo no Congresso Nacional só vai começar no domingo (1º), na posse dos parlamentares. E a Câmara teve a maior renovação dos últimos 16 anos. Dos 513 deputados que tomam posse no domingo (1º), 198 são de primeiro mandato. Quase 40% do total nunca atuaram no Congresso. Estreia também de alguns partidos. Dos 32 registrados no Brasil, 28 elegeram representados na Câmara. Seis a mais do que na última legislatura.


No Senado, a renovação é feita em duas etapas. Nesta eleição, apenas um terço das vagas estava em disputa. Dos 27 senadores que assumem no domingo, cinco foram reeleitos. Mas uma coisa não mudou em relação à última legislatura. O governo continua tendo maioria na Câmara e no Senado.

O Novo Congresso terá que enfrentar discussões importantes e imediatas, como as mudanças nas regras do seguro-desemprego, a nova política de reajuste do salário-mínimo, o aumento de impostos proposto pela presidente Dilma Rousseff e a reforma política, além das denúncias de corrupção na Petrobras. A primeira tarefa começa já no domingo, dia da posse, terão que eleger quem vai comandar a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos.

O cargo é cobiçado porque os presidentes têm o poder de influir em decisões importantes do país. Fazem nomeações para cargos de confiança e acabam tendo mais exposição nos meios de comunicação, o que é valioso para os políticos. Tanto na Câmara quanto no Senado, o presidente é quem decide o que vai ser votado no plenário, se arquiva pedidos de abertura de processo de cassação de mandato, se leva adiante pedidos de instalação de CPIs.v E são eles que substituem o presidente da República em caso de impedimento do vice-presidente. Juntos, os dois vão comandar orçamentos de quase R$ 9,5 bilhões.

Disputa pela presidência no Senado e na Câmara está acirrada

A disputa pela presidência nas duas casas está acirrada. No Senado, são dois candidatos do mesmo partido.

Na Câmara, quatro deputados brigam pelos votos. Os deputados governistas estão divididos entre dois candidatos: Arlindo Chinaglia, do PT, e Eduardo Cunha, do PMDB. O PT é o partido com mais deputados: 69. O PMDB é o segundo, com 65. Os dois passaram o dia negociando a formação de blocos partidários para ganhar força pra eleição. Cunha almoçou com deputados de seis partidos. Negocia inclusive com a oposição. Chinaglia, que tem o apoio do Palácio do Planalto, recebeu a adesão formal do PDT.

Eles têm discursos parecidos: apesar de serem governistas, pregam independência em relação ao Palácio do Planalto. E prometem reajustar verbas dos deputados.

A oposição na Câmara tem dois candidatos, que também falam em independência da casa. Júlio Delgado, do PSB, conta com o apoio do PSDB, PPS e PV. Delgado disse que resgatar a imagem da Câmara dando mais poder de decisão aos deputados. O PSOL, que conta com apenas cinco deputados, lançou Chico Alencar, ele defende uma Câmara menos corporativa e aberta às vontades populares.

No Senado, até agora há dois candidatos. Os dois do PMDB, o partido o maior partido da casa, que tem 18 senadores. Renan Calheiros, o atual presidente do Senado, vai tentar a reeleição. Ele recebeu nesta sexta-feira (30) o apoio da maioria dos senadores do PMDB e conta com a simpatia do governo. Luiz Henrique se lançou sem o apoio do partido e prega mais autonomia do Senado. Ele tem a adesão da oposição. Do PSDB, Democratas, PSOL, PSB, PDT, PPS e PP.

Fonte: G1