Veto à regulamentação da vaquejada é discutido na Câmara Municipal

Veto à regulamentação da vaquejada é discutido na Câmara Municipal

O argumento dos defensores do projeto é que a vaquejada é parte da cultura nordestina

Não autorização da realização de vaquejadas em Teresina foi um dos assuntos discutidos que virou polêmica hoje na Câmara Municipal de Vereadores de Teresina. A manutenção do veto do Prefeito Firmino Filho desaprovou o projeto de regulamentação da vaquejada em Teresina. O vereador Antônio José Lira do Democratas foi contra o veto do Prefeito e a favor da regulamentação da vaquejada.


Prefeito Firmino Filho desaprovou o projeto de regulamentação da vaquejada em Teresina.

?A vaquejada é uma cultura nordestina, uma cultura do Piauí. É exatamente uma homenagem ao nosso vaqueiro, nós temos o nosso clube do vaqueiro, a vaquejada gera renda, traz alegria, diversão para a população e homenageia ás nossas origens?, defende Antônio José Lira.

A maioria dos vereadores foi favorável ao veto e a vaquejada continua sem regulamentação na capital piauiense. ?Nós do Partido Verde somos totalmente contrários a todo tipo de maus tratos aos animais e a vaquejada é uma prática de maus tratos, não é um esporte, mas sim uma prática de maus tratos. O projeto era inconstitucional, o prefeito vetou, nós estamos além de dando parecer favorável como relatora do projeto nós também vamos votar favorável á manutenção do veto do projeto?, pontua a relatora e vereadora Teresa Brito.


Prefeito Firmino Filho desaprovou o projeto de regulamentação da vaquejada em Teresina.

Já para o vereador Pastor Levino, do PRD, a justificativa para o apoio ao veto do projeto que regulamenta a realização de vaquejadas na capital se dá pelo fato de que, ?estaremos voltando ao tempo passado, ao tempo romano, onde se colocava as pessoas e os animais para se agredirem para apenas ter uma diversão humana. Eu acho que isso maltrata os animais e com todo respeito aos nossos vaqueiros, às pessoas que trabalham e vivem disso nos nossos interiores, acredito que as pessoas não precisam mais disso para se divertirem.

Fonte: Agora