Prefeitos temem não poder pagar folha de pessoal devido estiagem

O principal problema é o abastecimento de água para consumo humano.

A situação de 83 municípios que já decretaram estado de emergência devido a seca no Piauí é de calamidade. Os prefeitos relatam a necessidade de reforço pelo Governo Federal.

Os gastos aumentaram e os gestores temem que a folha de pagamento seja comprometida, pois precisam ajudar a população que sofre com a seca e pagar também uma série de encargos como precatórios, dívidas com a Eletrobras e Previdência.

Para o prefeito de Padre Marcos, José de Fátima Leal, só a ajuda do Governo Estadual não será suficiente. O gestor relata que há três meses o município é abastecido através de três carros-pipas e a água para consumo humano vem de poços tubulares da cidade de Jaicós, situada a 28 km de Padre Marcos.

"Nunca vi uma situação tão calamitosa. A população sofre, mas está encarando com coragem. Esse é um momento que ainda era para ser inverno e estamos enfrentando grandes problemas com a seca", argumenta José de Fátima.

O principal problema é o abastecimento de água para consumo humano. A saúde pode ser afetada em virtude da pouca água própria para beber e da diminuição dos animais que são fonte de alimento.

Em Padre Marcos, o Governo Federal vai aumentar o número de cisternas para que a população seja menos penalizada. O gestor sugere que a mão-de-obra dos municípios seja aproveitada em outras atividades como a construção civil, de estradas e outras para que a população seja menos penalizada.

A situação não é diferente em Capitão Gervásio Oliveira. O prefeito Agapito Coelho informa que recebe mais de 50 ligações por dia de pessoas pedindo ajuda. A barragem que abastece a cidade está esgotando e o abastecimento é feito através de 5 carros-pipas.

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte