"Prefeitos terão um remédio de cada vez", diz Lula ao rebater críticas da CNM

Lula criticou a burocracia do setor público e disse que os servidores ganham pouco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira (14) as críticas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) de que as dívidas que as prefeituras possuem com a Previdência Social não foram contempladas no anúncio de reposição das perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

"Você toma um remédio de cada vez", ponderou o presidente, em entrevista coletiva, logo após a solenidade de comemoração dos 110 anos da empresa de papel e celulose Klabin em Telêmaco Borba, a cerca de 250 quilômetros de Curitiba.

Na cerimônia, Lula criticou a burocracia do setor público e disse que os servidores ganham pouco. Ele também falou de economia e afirmou que "50% da crise é um pouco de pânico."

Aos jornalistas, Lula disse que "não há nenhuma razão para os prefeitos apertarem o cinto". Ele destacou que o ano passado foi "primoroso" em relação ao FPM. "E nós, em um momento de crise, em que todos têm que perder, porque o governo federal está perdendo também, estamos garantindo que nenhum prefeito do Brasil vai receber menos do que recebe no ano passado", afirmou. "É uma conquista extraordinária que acho que nenhum prefeito imaginou que pudesse conquistar."

De acordo com o presidente, a decisão do governo levou em conta que os prefeitos são os primeiros a sentirem os problemas da população.

"Estamos repartindo um pouco o sacrifício, da mesma forma que nós repartimos a bondade", disse. Porém, segundo Lula, nenhum município recebeu tantos recursos quanto nos últimos cinco anos. "Quando estavam acostumados a ter um pouco mais de recursos, vem a crise e diminui, sobretudo em janeiro, fevereiro e março", disse. "Estamos fazendo a reposição e garantimos que, se perderem em outros meses, vamos fazer a reposição mês a mês."

ESTADOS

De acordo com o presidente, uma discussão também será feita com cada um dos estados com o intuito de o governo federal ajudar a "ter um pouco de fôlego". "Se todo mundo estiver bem, quando a crise for debelada, o Brasil vai dar um salto de qualidade na frente de todos os países", afirmou.

Fonte: g1, www.g1.com.br