Ministério Público: Procuradora explica saída de promotores

Ministério Público: Procuradora explica saída de promotores

Ela frisa que os atos administrativos referentes ao Gaeco são sigilosos

A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Piauí divulgou ontem uma Nota de Esclarecimento sobre a saída de três promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco.

A saída dos promotores Silas Sereno Lopes, Ana Isabel de Alencar Mota Dias e Galeno Aristóteles Coelho de Sá teria sido motivada por discordâncias na condução do processo de investigação de deputados estaduais piauienses que tramita no Tribunal de Justiça do Piauí.

Para os promotores, a investigação deveria ocorrer a nível federal, pois haveria mais estrutura e imparcialidade para investigar os parlamentares supostamente envolvimentos em irregularidades.

Segundo a chefe do MP, Zélia Saraiva Lima, em dezembro de 2011, os membros então integrantes do Gaeco solicitaram afastamento de suas atividades no grupo, pedido que foi deferido pela Procuradora- Geral de Justiça.

“A atuação do Gaeco não sofreu solução de continuidade, tendo em vista que foram designados para compô-lo e já estão em exercício das respectivas funções Membros do Ministério Público que, assim como os integrantes anteriores, são profissionais de reconhecida competência, seriedade e dedicação”, disse a procuradora.

Ela frisa que os atos administrativos referentes ao Gaeco são sigilosos, em razão da natureza de suas atividades, e por isso não são publicados.

“Quanto ao inquérito n. 2010.0001.007594-7, em que são investigados Deputados Estaduais, inclui-se entre os de competência originária do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, nos quais cabe à Procuradora-Geral de Justiça oficiar, podendo delegar ou não a membro do Ministério Público suas funções de órgão de execução”, completou.

Em relação ao mesmo inquérito, Zélia Saraiva ressalta que o Ministério Público do Estado do Piauí continua exercendo suas funções com “independência e imparcialidade, zelando pela busca da verdade, como defensor da ordem jurídica e social”.

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte