Denúncia: Projovem para no Piauí por falta de pagamento para instrutores

. Os cursos começaram no final de março e até o presente momento os profissionais estão sem receber o pagamento.

O Projovem Trabalhador, programa do Governo Federal, através do Ministério do Trabalho e Emprego, está paralisado em Picos e em algumas cidades do interior do Piauí. As aulas foram suspensas por falta de pagamento dos instrutores e das pessoas contratadas para fornecer a merenda aos alunos. Os cursos começaram no final de março e até o presente momento os profissionais estão sem receber o pagamento, quando já se aproxima a data para um novo recebimento.

Segundo a coordenadora do programa em Picos, Talita Dantas, os trâmites legais para a efetivação do pagamento foram todos realizados e a suspensão das aulas foi comunicada à Funatec, órgão responsável pela gestão do programa no Piauí. Instrutores e merendeiros argumentam que a data de pagamento já foi agendada várias vezes, mas não foi cumprida.

A secretária estadual de Trabalho e Empreendedorismo (SETRE), Larissa Maia, ainda não se pronunciou sobre a crise do programa no Piauí. Picos é a cidade com o maior número de turmas do programa no interior do estado. Ao todo, são 22 turmas que atendem a quase quinhentos alunos. Para a aluna picoense Maiane Santos Lopes, existe um descaso com os alunos.

?Saímos de nossas casas para aprender sobre um assunto e de repente tudo é interrompido por falta de pagamento, isso é um desrespeito com todos?, disse revoltada. O problema acontece justamente próximo da vinda de uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego ao Piauí.

O Projovem Trabalhador abriga alunos com idades entre 18 e 29 anos, que recebem uma bolsa auxílio mensal no valor de R$ 100,00. Os cursos de qualificação profissional foram programados para uma carga horária de 350 horas/aula e acontecem em parceria com Municípios e Governos de Estados. O objetivo é estimular e fomentar a geração de oportunidades de trabalho, negócios e inserção social e atingir a meta de inserir no mercado ao menos 30% dos jovens qualificados.

Fonte: Ananias Ribeiro