2014: Próximo a Lula, ministro afirma que ex-presidente não é candidato

Para o ministro, a crise de popularidade política da presidente Dilma Rousseff deve ser superada em até seis meses.

Com propriedade de quem foi chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por oito anos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, garantiu nesta terça-feira que o ex-presidente, a quem considera "amigo pessoal", não tem pretensão de voltar ao poder. Para o ministro, a crise de popularidade política da presidente Dilma Rousseff deve ser superada em até seis meses.

"A vitória do Lula é a vitória da Dilma. Isso tem que ficar definitivo. Ele não tem nenhuma pretensão, nenhuma vontade de voltar. O que ele aposta é na vitória da presidenta Dilma", afirmou o ministro.

"Nós sinceramente estamos muito convencidos de que houve de fato uma queda na popularidade, que as pesquisas registraram, nós temos que aceitar esse fato, mas estamos trabalhando muito para que os fatos mostrem a nossa capacidade de reação", reconheceu o ministro, acrescentando que se o governo Dilma responder à voz das ruas e se a economia se recuperar, "não temos dúvida nenhuma que daqui a cinco, seis meses, o quadro será bem diferente".

Em três semanas de manifestações que tomaram as ruas de várias cidades brasileiras, a aprovação da presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos percentuais. Antes, as projeções mostravam vitória em primeiro turno da presidente, façanha que hoje não seria mais possível.

Gilberto Carvalho comparou ainda a má fase do governo à crise do mensalão. "Em 2005, quando todo mundo dizia que o governo Lula tinha acabado, o Lula ordenou pra gente que nós não déssemos importância para a bolha política e trabalhássemos mais. A Dilma reedita agora, de certa forma, a mesma determinação: eu quero resultado, eu quero um governo de entrega", afirmou.

Fonte: Terra