Recuperação dos municípios por conta das quedas do FPM pode ser lenta

Financeiramente as prefeituras estão endividadas e a recuperação pode não ser com a agilidade aguardada pelos gestores.

Na última sexta-feira, 9, foi creditado nas contas das prefeituras municipais o repasse referente ao primeiro decênio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor, em comparação com o mesmo período de março, registrou um incremento de 30,39%. Com o aumento, os gestores piauienses estão na expectativa de que as receitas municipais serão recuperadas e que poderão honrar com os compromissos assumidos. Contudo, financeiramente as prefeituras estão endividadas e a recuperação pode não ser com a agilidade aguardada pelos gestores.

De acordo o o prefeito de Paulistana, Luís Coelho, que é membro do Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a expectativa é positiva já que, os três primeiros meses deste ano vinham registrando quedas. ?Agora, a expectativa é que essas receitas sejam recuperadas, sobretudo por conta da finalização de algumas das desonerações econômicas aplicadas pelo Governo Federal devido a crise econômica?, justifica.

No entanto, segundo Coelho, os municípios ainda demorarão um pouco a se recuperarem dos prejuízos causados por conta das consecutivas quedas. ?Os municípios tiveram que priorizar algumas coisas, fora que tem o custeio da máquina pública e despesas que são fixas?, assinala. O valor arrecadado em alguns meses, de acordo com o prefeito, não foram suficientes para pagar despesas como pagamento dos servidores, fornecedores, custeio da máquina e manter investimentos necessários aos municípios. ?Isso levou os municípios a se endividarem?, resumiu.

Com o término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e para móveis, as previsões da receita federal é bastante otimista para os municípios. ?A tendência é de que os próximos repasses de abril e dos próximos dois meses sejam maiores, se as previsões da receita se confirmarem como vem acontecendo nos últimos repasses?, contabiliza, acrescentando que a ordem é quitar as dívidas e manter investimentos. (M.M)

Fonte: Mayara Martins