Regina é a favor de Educação em Direitos Humanos nas escolas

Preconceito é crime, diz senadora


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“A implantação da disciplina Educação em Direitos Humanos nas escolas vai acabar com a violência e ajudar crianças e jovens a entender a cor da pele e a igualdade de gênero,” comentou a senadora Regina Sousa (PT-PI) ao participar de mesa redonda na Universidade Estadual do Piauí sobre ações concretas em Direitos Humanos, promovida pela instituição de ensino em parceria com o Grupo Matizes.

Regina Sousa destacou que é preciso que crianças e jovens saibam que preconceito racial e de gênero são crimes e que precisam ser combatidos. E relatou que o preconceito está enraizado nas nossas origens, embora muitos não admitam isso. Para a senadoram só com a educação em Direitos Humanos nas escolas é possível acabar com esse mal que tanto maltrata as pessoas no Brasil.

A senadora contou que dados do Ministério da Saúde mostram que é grande o número de mulheres negras e indígenas que morrem no parto, caracterizando o “ preconceito institucionalizado” como causa das mortes. Outra preocupação da parlamentar é o aumento de jovens negros assassinatos no Brasil. “ As grávidas começam a sofrer preconceito ao chegar na Maternidade e pelos profissionais de saúde e isso precisa mudar.”

“ Eu não sou especialista em Direitos Humanos, mas tenho sensibilidade,” revelou a senadora que é titular da Comissão de Direitos Humanos do Senado. E informou aos participantes da mesa redonda que fez parte das atividades da 11ª Semana do Orgulho de Ser algumas leis aprovadas no Congresso que garantem mais direitos às mulheres, como acompanhante em maternidades, direito da mãe registrar o filho e o fim da revista íntima em presídios.

 

Além da senadora, participaram da mesa redonda professores da UESPI e a integrante do Movimento Democrático de Mulheres de Lisboa, Maria Joana Alves Pereira que desenvolve o projeto Viver Direitos, Vencer Violência –da escola ao espaço público que objetiva combater a violência de gênero e contra a mulher. A atividade foi promovida pelo Núcleo Interdisciplinar em Direitos Humanos da Universidade Estadual do Piauí.

Fonte: Ascom