Renan Calheiros visita Lula para discutir aliança entre PMDB e PT

Renan Calheiros visita Lula para discutir aliança entre PMDB e PT

Presidente do Senado disse que aliança está no "ponto mais maduro".

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi a São Paulo nesta sexta-feira (12) para um almoço com ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a assessoria do senador, os dois conversaram sobre a aliança entre o PMDB e o PT à frente do Executivo Federal que, segundo Calheiros, chegou a "seu ponto mais maduro".

Ao final, Calheiros comentou projetos controversos no Congresso, como a criação de novos tribunais, a reforma política e a desaposentadoria.

O presidente do Senado disse que ainda não analisou a Proposta de Emenda à Constituição, aprovada pela Câmara na semana passada, que cria quatro novos tribunais regionais federais, além dos cinco já existentes. Ele disse, no entanto, que antes de promulgar a matéria, vai analisar se houve erro formal, durante sua tramitação.

"Ela só não será promulgada se houver erro formal, a exemplo do que aconteceu com a PEC que aumentava o número de vereadores", afirmou, segundo a assessoria.

Sobre a reforma política, Calheiros disse que é preciso evitar "fulanizar" a discussão. Para ele, a análise não deve levar em conta que partido ganha ou perde com determinada regra. "As reformas não são encomendadas para favorecer ou prejudicar quem quer que seja. São concebidas para robustecer a representação popular", disse.

Por fim, manifestou apoio à possibilidade de discutir em outras comissões e no plenário do Senado o projeto de lei que permite a desaposentadoria. A proposta prevê que aposentados que ainda trablham e contribuem para a Previdência recebem proventos maiores, o que contraria o governo, que teme custos altos.

O projeto foi aprovado na quarta (10) pela Comissão de Assuntos Sociais e seguiria direto para a Câmara, mas a liderança do governo já prepara recurso para discuti-la e votá-la também nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Assuntos Econômicos, e no plenário, o que aumenta o risco de que seja rejeitado.

Fonte: G1