"Se o Brasil pode, os Estados Unidos podem muito mais", diz Lula sobre gases poluentes

Na sexta-feira (13), o governo federal anunciou que o Brasil se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta segunda-feira (16), dos Estados Unidos e da China metas de redução de gases que causam o efeito estufa. "O número que o presidente Obama apresentou é pequeno diante da quantidade de emissões que os Estados Unidos tem emitido nesses 200 anos, ou nesses últimos 150 anos. Ele tem que assumir mais responsabilidade", disse.

Na sexta-feira (13), o governo federal anunciou que o Brasil se compromete voluntariamente a reduzir as emissões nacionais de gases causadores do efeito estufa em 36,1% a 38,9% até 2020 em relação ao que poluiria se nada fosse feito. Os números devem ser apresentados na Conferência do Clima das Nações Unidas, em Copenhague, Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro. O presidente confirmou que participará da reunião.

Lula comparou as metas americanas e brasileiras. Ele afirmou que os números enviados pelo governo norte-americano ao Congresso "representam apenas aquilo que o Brasil assumiu com o desmatamento da Amazônia". "Se o Brasil pode, os EUA podem fazer muito mais", completou. Ele disse ainda que não é possível "aceitar a ideia" de os EUA e a China não participarem da discussão de metas.

O presidente admitiu a possibilidade de não haver metas por parte de todos os países. "Se todos não conseguirem colocar números e estabelecer metas, nós poderemos pelo menos assinar um documento político que comprometa um calendário para a gente resolver a questão das metas."

Battisti

Questionado sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do pedido de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, o presidente afirmou que seguirá a decisão da Justiça.

"Não existe possibilidade de seguir ou ser contra. Se a decisão da Suprema Corte for determinativa, não se discute, cumpre-se. Então, vamos aguardar. Eu não posso discutir hipótese em uma coisa que está em julgamento na Suprema Corte."

Fonte: g1, www.g1.com.br