Senado vota processo de impeachment da presidente Dilma

Caso passe, a presidente será afastada por 180 dias


Atualizado às 21h11

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) começa suas considerações pedindo que fique registrado seu pesar em votar em favor da abertura do processo de impeachment. "Não queria, não quero. Cumpro aqui um duro dever diante dos fatos.". Ele diz que a justiça fica entre a piedade e a crueldade. Pede ainda que os senadores sejam justos e não justiceiros. Ele encerra sua fala.

Agora é a vez que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) inicia falando que o processo de cassação não irá alcançar a finalidade de afastar do governo os que se apropriaram da máquina pública em benefício próprio. Ele diz que na Câmara seu partido ficou dividido - dois votaram a favor do impeachment, dois contra e afirma que o atual governo está sendo vítima de algozes que ao longo do tempo foram aliados. Ele diz que não é cúmplice das medidas recessivas encaminhadas pelo governo ao Congresso.

Randolfe Rodrigues diz que o  atual governo subestimou a questão climática, ridicularizou os desafios ambientais, admite que houve conquistas sociais, mas diz que elas estão hoje ameaçadas. Ele diz que o presidente não tem o poder de determinar a dissolução do Congresso, e não pode ser afastado de sua função por uma mera avaliação política.

Continuando sua fala Randolfe afirma que o povo pode não querer a continuação do governo Dilma, mas muito menos quer a posse de Michel Temer. Ele defende a realização de novas eleições ainda em 2016. Ele conclui dizendo que seu voto será "não".

Placar até agora, segundo as falas de 30 dos 70 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 24
Contra o afastamento: 6

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Atualizado às 20h35

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) inicia sua fala e diz que a visão liberal sempre quis aprofundar o arrocho fiscal e que é evidente que o crime de responsabilidade não ocorreu, e que se ele tivesse ocorrido teria sido em 16 estados brasileiros. Ele afirma ficar mais preocupado quando vê que estamos em um processo sem esperança.

Requião diz que a proposta de Michel Temer é neoliberal, fala em cortes, e é a mesma que levou à crise em países europeus. Ele diz que Michel Temer tem um histórico de conciliação, e não é um radical. Para a solução do problema, ele afirma, que o ideal seria um governo de coalizão nacional ou a discussão pelos partidos de um programa de recuperação do Brasil.

O senador Roberto Requião  diz que vê um desastre se aproximando e diz que vota contra a "besteira" do impeachment da presidente.




Atualizado às 20h21

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) inicia sua fala afirmando que está convicto de que há elementos suficientes para abrir processo contra a presidente Dilma. Ele afirma que "estamos diante de um governo negligente, que não reconhece os seus erros, e tem o capricho de atribuir a culpa a fatores políticos ou mesmo à oposição no Congresso".

Waldemir afirma que o PT recebeu das mãos de Fernando Henrique Cardoso um país com uma situação normalizada e que a presidente Dilma entregará ao seu sucessor um país com esqueletos da ordem de R$ 250 bilhões, segundo projeções conservadoras.  Ele diz que o Brasil vai recomeçar do zero para reconquistar os avanços obtidos desde o plano Real.

Placar até agora, segundo as falas de 27 dos 70 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 23
Contra o afastamento: 4


Atualizado às 20h10

O próximo senador  a falar é Álvaro Dias (PV-PR) que inicia dizendo que as pessoas já estão exaustas dos argumentos dos que defendem a presidente, que ferem os alicerces básicos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele diz que  se as providências adequadas tivessem sido adotadas no tempo devido, o país não estaria vendo esse monumental e histórico rombo nas finanças. Ele afirma que agora nasce a nova justiça que alcança os poderosos, lideranças políticas, grandes empresários.

Álvaro Dias diz que o povo exige uma mudança no sistema de governança do país. Ele diz que que devemos debater o nosso futuro para ressuscitarmos as esperanças de multidões de jovens brasileiros e encerra sua fala.

Placar até agora, segundo as falas de 26 dos 70 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 22
Contra o afastamento: 4

Atualizado às 19h45

O senador Wilder Morais (PP-GO) diz que acreditar que o processo é golpe é defender que os governantes possam praticar arbitrariedades sem serem responsabilizados. Diz ainda que a denúncia tem todos os requisitos necessários e fala sobre a desconfiança contra o Brasil no cenário econômico internacional.

Wilder Morais diz que o isolamento fez da presidente Dilma Rousseff uma ilha cercada de problemas por todos os lados, e pede que o Senado vire esta página. "Não voto com alegria, mas pelo dever. Ele diz que não julga a presidente Dilma, e sim o relatório da comissão do impeachment e vota pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma.

Placar até agora, segundo as falas de 25 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 21
Contra o afastamento: 4

Wilder Morais (PP-GO)
Wilder Morais (PP-GO)

Atualizado às 19h36

Começa a fala do Senado Aécio Neves (PSDB-MG) que inicia dizendo que diz que não está na tribuna para votar contra uma pessoa, a favor ou contra um partido político. "Estamos aqui hoje para cumprir com nosso dever constitucional de analisar a admissibilidade de um processo contra a presidente que foi aprovado por mais de dois terços da Câmara." Ele diz que diz que os poderes e as atribuições são claramente distintos entre as do poder Executivo e as do poder Legislativo no presidencialismo.

Aécio Neves diz que o relatório do senador Anastasia dá tranquilidade para que os senadores votem pelo prosseguimento do processo de impeachment. Segundo ele, nos últimos debates presidenciais no segundo turno de 2014 alertou Dilma sobre as pedaladas fiscais. E para finalizar, Aécio pede que os senadores cumpram seu dever com altivez e serenidade.



Atualizado às 19h26

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-AL), reabre a sessão.

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE)  é o 23º senador inscrito e começa a falar dizendo o impeachment é o instrumento capaz de afastar um mau presidente e trazer de volta o equilíbrio entre os poderes. Ele afirma que o impeachment dá ao presidencialismo a possibilidade de responsabilização do presidente.

Eduardo Amorim acusa a presidente Dilma dizendo que ele demonstrou seu descaso com a Constituição e as leis brasileiras. Ele ressalta que o país está sem credibilidade. "Mais do que isso, a população brasileira está sofrendo o descaso do estado cada vez que necessita de qualquer serviço público." Por fim, declara seu voto pela admissibilidade do Impeachment.

Placar até agora, segundo as falas de 23 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 19
Contra o afastamento: 4


Atualizado às 18h20

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-AL), diz que irá encerrar o segundo bloco de falas. Mas, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) pede que a sessão continue sem a interrupção, para que o processo ganhe tempo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-AL), suspende a sessão. Os trabalhos serão retomados às 19h.

Atualizado às 17h55

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) inicia sua fala dizendo que o processo de impeachment é um golpe de estado porque a presidente Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Ela diz que "este golpe de Estado teve início quando o PSDB e seu candidato, Aécio Neves, se rebelaram contra o resultado das eleições."

Fátima Bezerra ressalta que o vice-presidente, Michel Temer, não teve temor em fazer tenebrosas transações para assumir a cadeira da presidência da República. Ela afirma que o PSDB e Aécio Neves entram na história como os "coveiros da democracia".

A senadora diz que "lutar contra este golpe é lutar em defesa da educação brasileira". E diz que com muita convicção votará "contra esta farsa". Ela diz que não há derrota definitiva para quem assume o lado certo da história. "Os golpistas não serão perdoados jamais". Ela encerra sua fala.

Placar até agora, segundo as falas de 22 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 18
Contra o afastamento: 4

Fátima Bezerra (PT-RN)
Fátima Bezerra (PT-RN)


Atualizado às 17h55

Começa as considerações do senador Acir Gurgaz (PDT-RO) que inicia dizendo que diz que quando os políticos brigam quem perde é a população, e desde as eleições de 2014, por conta destas brigas, o Brasil está praticamente parado. Ele afirma que o Brasil quer voltar a crescer e precisa de paz e tranquilidade. Ele afirma que não há mais como repactuar a governabilidade entre o atual governo e o Congresso.

O senador afirma que vota pela abertura do processo de impeachment. Ele diz que o Senado, junto com o STF, tem que garantir o direito de defesa da presidente Dilma Rousseff. "Vamos mostrar ao Brasil e ao mundo que no Senado todos têm direito de defesa, que as leis são respeitadas."


Acir Gurgaz (PDT-RO)
Acir Gurgaz (PDT-RO)

Atualizado às 17h43

E agora é a vez do senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado fazer suas considerações. Ele inicia falando que lamenta muito estar participando da sessão, e que gostaria de estar cumprindo seu trabalho de aprovar leis. Ele diz que estamos vivendo um momento de muita gravidade, um momento crítico. "Um senado foi preso há pouco tempo sem autorização do Congresso. Foi cassado ontem. O presidente da Câmara foi afastado outro dia sem que a Câmara tivesse sido ouvida." E afirma que estamos vivendo a anarquia institucional neste país.

Segundo Viana o poder Executivo está sendo desmoralizado e o poder Legislativo avacalhado. Diz que ao longo do processo de apreciação do impeachment foram ouvidas muitas injustiças e inverdades contra o ex-presidente Lula e o primeiro governo da presidente Dilma. E fala com veemência dizendo que foi o governo do PT, do ex-presidente Lula, que tirou o Brasil do mapa da fome. Ele fala sobre o risco Brasil, que caiu de 1400% para 400% desde o início do governo do PT. Ele lembra que té hoje 132 pedidos de impeachment no Brasil, dois deles efetivados: o do ex-presidente Collor e o atual.

O Senador diz que "não é justo o que estão tentando fazer com a democracia brasileira. Estão cassando a soberania do voto popular" e, em seguida, encerra sua fala.

Placar até agora, segundo as falas de 20 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 17
Contra o afastamento: 3

Senador Jorge Viana (PT-AC)
Senador Jorge Viana (PT-AC)

Atualizado às 17h30

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) inicia dizendo que a questão das contas públicas do governo está sendo discutida há anos, não apenas agora, ressalta que as pedaladas fiscais começaram nos anos 1990 com o fechamento de 23 bancos.

Agripino Maia lembra que em 2015 o orçamento enviado ao Congresso tinha superávit de R$ 53 bilhões, e no fim do ano passou a ter um déficit de R$ 120 bilhões. E afirma que quando a economia mudou, o governo teve que sacrificar a Petrobras. Ele diz que o novo governo será um governo de emergência com melhores condições que o atual. "Vai enfrentar uma pedreira, mas conta o apoio com partidos e sabe ouvir a voz das ruas". E afirma que vai votar pelo impeachment.

Placar até agora, segundo as falas de 19 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 17
Contra o afastamento: 2


Senador José Agripino Maia (DEM-RN)
Senador José Agripino Maia (DEM-RN)


Atualizado às 17h20

O senador José Maranhão (PMDB-PB) inicia sua fala dizendo ver com desconfiança os discursos pela volta do parlamentarismo. Ele afirma que votou na presidente Dilma no primeiro e no segundo turno nas eleições de 2014, e diz que todos os que votaram nela estão triste. "Não se vota em um candidato sem confiar nele." Ele disse que concluiu que há indícios suficientes para seguir com o processo de impeachment.

José Maranhão diz que acolhe o parecer do senador Anastasia e a forma como ele colocou as questões para um julgamento final. "Creio que o Senado, no momento certo, vai dar o seu veredito definitivo." e Finaliza dizendo que vota pelo prosseguimento do processo de impeachment.

Placar até agora, segundo as falas de 18 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 16
Contra o afastamento: 2

Senador José Maranhão (PMDB-PB)
Senador José Maranhão (PMDB-PB)

Atualizado às 17h10

A senadora Angela Portela (PT-RR) critica a baixa representação feminina nos três poderes brasileiros. Ela manifesta sua "imensa tristeza" com esse momento da votação do afastamento de Dilma. Diz que esse processo afronta o princípio democrático da Constituição Federal. Ela diz que não houve crime de responsabilidade por parte de Dilma.

Angela Portela afirma que esse processo é explicado por um "desejo incontrolável de subverter o resultado das urnas". "Estamos diante de um prejulgamento político". Ela diz que o impeachment será julgado pela história. Ela elogia a presidente Dilma, que, segundo ela, é uma mulher honrada. O processo pretende "ferir de morte" um mandato legítimo. Critica as "figuras nebulosas" que estariam sendo cotadas para um futuro governo e afirma que o Brasil será outro após a decisão desta sessão, "mas lamentavelmente não será um país melhor".

A senadora elogia os programas sociais do governo petista e alerta sobre o que significaria em termos de prejuízo o seu corte. Segundo ela, o futuro governo, que nem se instalou, já anuncia um "salto para o passado". Ela afirma que a proteção dos direitos humanos foi um dos pontos positivos dos governos petistas, e que estariam em risco num governo que tem figuras até "favoráveis à tortura". Por fim,  encaminha o voto "não" ao afastamento temporário de Dilma.

Placar até agora, segundo as falas de 17 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 15
Contra o afastamento: 2

Senadora Angela Portela (PT-RR)
Senadora Angela Portela (PT-RR)


Sessão de votação no Senado do afastamento temporária da Presidente Dilma
Sessão de votação no Senado do afastamento temporária da Presidente Dilma


Atualizado às 17h00

Um requerimento pedia o encurtamento dos pronunciamentos de 15 para 10 minutos foi encaminhado à presidência do Senado, mas, como não houve consenso o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), não colocou a matéria em votação. 

"Nem adiantar nem atrasar o relógio da história", justificou. 


Atualizado às 16h50

O senador Cristovão Buarque (PPS), antigo aliado da presidente Dilma Rousseff, encaminhou o voto "sim"afirmando que este é um momento que ele não gostaria de viver. O parlamentar criticou o que ele definiu como uma "esquerda que envelheceu" e que tem "apego ao poder", driblando a Constituição, fazendo, por exemplo, que o presidente Lula tenha 4 mandatos: 2 dele, 2 de Dilma. Cristovão Buarque afirmou ainda que a presidente Dilma não deixou outro caminho já que não levou em conta os alertas da oposição sobre seus supostos erros de economia e gestão.

Placar até agora, segundo as falas de 16 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 15
Contra o afastamento: 1

Senador Cristovão Buarque (PPS)
Senador Cristovão Buarque (PPS)

Atualizado às 16h40

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) citou em seu pronunciamento os dados econômicos negativos do país e afirmou que o "o Brasil está parado"A senadora ainda criticou a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados que, segundo ela, teria "tentado ditar as regras para o Senado". A parlamentar encaminhou o voto "sim" afirmando que o governo cometeu irresponsabilidade fiscal e maquiou as contas públicas, com a chamada "contabilidade criativa" e que o resultado disto é uma "conta astronômica" a ser "paga por todos nós".

O placar até agora, segundo as falas de 15 dos 68 senadores inscritos (de um total de 81):
Pró-afastamento de Dilma: 14
Contra o afastamento: 1

Simone Tebet (PMDB-MS)
Simone Tebet (PMDB-MS)

Atualizado às 16h30

Sérgio Petecão (PSD-AC) inicia seu pronunciamento parabenizando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por ter dado seguimento ao processo após a anulação da sessão do impeachment na Câmara, feita e logo retirada pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão.

Ele prossegue dizendo que a oposição foi "vítima" de um governo "truculento" que nunca quis estabelecer uma relação e pensar "nos interesses do povo acreano" e afirma estar muito preocupado com o país e principalmente com o Acre, que tem "problemas. gravíssimos". Por fim ele encaminha voto Sim ao afastamento temporário de Dilma.


O senador Dário Berger (PMDB-SC) coemeça falando sobre a "dura realidade" vivida pelos brasileiros atualmente, critica à política econômica do governo atual. e diz que nunca o país teve uma recessão tão prolongada.

Dário Berger diz que o governo Dilma perdeu o apoio da sociedade, dos empresários e do Congresso, com suas "sucessivas decisões equivocadas" e encaminha voto "sim" ao afastamento temporário da presidente Dilma.

Placar até agora, segundo as falas de 14 dos 68 senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 13
Contra o afastamento: 1

Sérgio Petecão (PSD-AC)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)

Atualizado às 16h10

O senador Telmário Mota (PDT-RR) diz que estamos vivendo um momento "histórico e vergonhoso". Fala-se em democracia e Constituição, mas essa democracia não está sendo respeitada, porque o voto democrático nas urnas está sendo retirado dos milhares de eleitores que fizeram uma opção. Ele diz que ocorre "uma tentativa de tomada do poder". Essa tomada tem um apelido, impeachment. A decisão abrirá um precedente de fragilidade no sistema político brasileiro. "O prejuízo maior será da nossa população."

Telmário Mota critica o "ódio e o revanchismo" da oposição, principalmente do PSDB, e de Eduardo Cunha. E hoje pode ser concluído com o "ódio e revanchismo" de alguns traidores. Ele afirma que a presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade.

O senador afirma que dizer que Dilma cometeu crime é "esconder a verdade". Reafirma que "não estão respeitando o resultado das urnas". Ele critica a jurista Janaína Paschoal, uma das assinantes do pedido de impeachment, que ganhou do PSDB R$ 45 mil para escrever o parecer pró-impeachment.

Telmário Mota diz que o que está acontecendo é um "golpe branco", sem "armas de fogo", mas com "caneta, acordos, oportunismos, conchavos e traições". Ele diz que os problemas do país "não foram causados pela presidente Dilma" e critica a popularidade do Congresso e a formação do possível novo governo de Temer. "É esse o futuro?"

O senador continua afirmando que estamos vendo um país "que está botando uma ponte para a desgraça, não para o futuro". Ele diz que a presidente Dilma está sendo tirada por "uma grande injustiça". Ele chama os partidários do governo "à rua". 

O pronunciamento de Telmário continua com ele afirmando que o PSDB e o PMDB "arruinaram" seu estado de Roraima e, em seguida, encaminha voto "não" ao afastamento da presidente Dilma.

Placar até agora, segundo as falas de 12 dos 68 senadores inscritos:


Pró-afastamento de Dilma: 11
Contra o afastamento: 1

Atualizado às 16h01

O senador Romário (PSB-RJ) é o orador de número 11. Ele fala sobre a dificuldade de decidir seu voto. Ele afirma que trabalhou arduamente no âmbito da Comissão Especial de Impeachment, disse ter concluído que há, sim, indícios de crime de responsabilidade fiscal praticado pela presidente Dilma. 

Ele encaminha voto "sim" ao afastamento provisório da presidente Dilma e diz: "O que votamos hoje é a possibilidade de conhecer melhor os fatos", diz Romário (PSB-RJ).

Romário diz que não apoiará nenhuma medida que retire direitos do trabalhador, em um possível governo de Michel Temer. "É pela mão dos trabalhadores que sairemos dessa crise", termina, fazendo um apelo à união.

Placar até agora, segundo as falas de 11 dos 68 senadores inscritos:

Pró-afastamento de Dilma: 11  
Contra o afastamento: 0

senador Romário (PSB-RJ)
Senador Romário (PSB-RJ)

Atualizado às 15h50

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) inicia sua fala e afirma que o impeachment é "o mais amargo dos remédios" para afastar um governante que comete crimes. Ele segue falando sobre os crimes atribuídos a presidente Dilma e enumera o que entende serem os crimes fiscais do governo Dilma. Ele diz que as práticas fiscais do governo Dilma ajudaram a desestabilizar as contas dos estados e municípios e que as fraudes fiscais do governo Dilma tinham o objetivo de manter o poder a qualquer custo.

Por fim, encaminha o voto "sim" para afastamento provisório de Dilma.

Placar até agora, segundo as falas de 10 dos 68 senadores inscritos:


Pró-afastamento de Dilma: 10
Contra o afastamento: 0

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)


Atualizado às 15h30


A fala agora é da Senadora Lúcia Vania (PSB-GO) que lembra que, nesse momento, os senadores estão opinando “se o processo é cabível ou não”. Ela fala sobre os crimes de responsabilidade de que Dilma é acusada., diz que as acusações estão "fartamente documentadas”, afirma que está em jogo a estabilidade fiscal e monetária do país e critica as práticas orçamentárias do governo Dilma. “As consequências estão aí˜, diz citando números da crise econômica.
A senadora Lúcia Vânia encaminha voto "sim" ao afastamento temporário de Dilma.


O senador Magno Malta (PR-ES) começa seu pronunciamento e uma vez mais, defende a análise do "conjunto da obra" para julgar o governo Dilma. Ele tece uma longa comparação entre o Impeachment e a amputação da perna de um paciente com diabetes e afirma que é preciso "amputar uma perna" para salvar o "corpo" do Brasil.


Ele  critica o "projeto ideológico de poder" do PT. afirma que "os fundamentos da economia deste país" foram dados nos dois governos de FHC,  diz "reconhecer" a inclusão social ocorrida no governo Lula e  lembra que o impeachment está previsto na Constituição.


Magno Malta diz ainda que o PT "é contra a família" e quer legalizar o aborto. Ele fala sobre a corrupção na Petrobras e a Operação Lava Jato. Faz ainda critica o ex-presidente Lula dizendo que ele "comia pão com salame com os pobres", mas "banquetes com os ricos" e encaminha voto "sim" ao afastamento temporário de Dilma.


Placar até agora, segundo as falas dos 68 senadores inscritos:

Pró-afastamento de Dilma: 9
Contra o afastamento: 0

Senadora Lúcia Vania(PSB-GO)
Senadora Lúcia Vania(PSB-GO)


Senador Magno Malta (PR-ES)
Senador Magno Malta (PR-ES)


Atualizado às 15h10

O Senador Zezé Perrela (PTB-MG) faz seu pronunciamento e volta a elogiar o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Ele afirma que tudo foi feito com o direito de a oposição [sic] se defender, diz que o que "esse pessoal" fez com o Brasil foi "uma coisa inacreditável".

Perrela diz que há “vários” motivos para justificar o afastamento de Dilma, faz duras críticas aos governos petistas, afirma que o PT “aparelhou o país para roubar” e volta a defender o Parlamentarismo.

O senador diz ainda que Lula “escolheu mal” ao colocar Dilma para sucedê-lo e afirma que ela não era uma grande técnica.  "Como presidente, uma lástima, uma lástima."
Ele encaminha voto “sim” ao afastamento provisório de Dilma.

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:

Pró-afastamento de Dilma: 7

Contra o afastamento: 0

Zezé Perrela (PTB-MG)
Zezé Perrela (PTB-MG)

Atualizado às 14h40

O senador Renan Calheiros reabre a sensação de votação do impeachment. O primeiro a falar é Ronaldo Caiado (DEM-GO) que lembra no início de sua fala que o ministro do STF Teori Zavascki rejeitou recurso da Advocacia-Geral da União para suspender o processo de impeachment. "É o cala-boca definitivo”.

Ele disse acreditar que a notícia do afastamento da presidente Dilma deve ocorrer durante a madrugada desta quinta, e justifica o seu voto baseado no relatório de Anastasia.


Ronaldo Caiado critica a política econômica do governo do PT, que, segundo ele, tira empregos dos brasileiros e lista efeitos da crise econômica no país. Afirma ainda que o governo mentiu durante a campanha eleitoral de 2014 e cita o aumento da conta de energia e da gasolina. Por fim, o senador encaminha voto “sim” ao afastamento de Dilma Rousseff.

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 6
Contra o afastamento: 0

Senado Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Senado Ronaldo Caiado (DEM-GO)


Renan Calheiros reabre sessão de votação de afastamento temporário de Dilma
Renan Calheiros reabre sessão de votação de afastamento temporário de Dilma


Atualizado às 12h30
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspende a sessão por uma hora. Faltam falar 63 senadores antes da votação do afastamento temporário de Dilma.

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 5
Contra o afastamento: 0


O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) afirma ter convicção de que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Ele faz várias críticas ao atual governo. O senador aproveitou o momento para criticar Dilma e Lula e se referir a Michel Temer como "futuro presidente brasileiro". Ele promete apoio, mas diz que vai "vigiar" a atuação do atual vice de Dilma.
Em seguida, ele votou  'sim' à admissibilidade do impeachment

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 4
Contra o afastamento: 0


A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) diz que os trabalhos da comissão e o relatório de Anastasia confirmaram sua convicção de que há indícios "mais que suficientes" de que Dilma cometeu crime de responsabilidade. Para ela, nesta situação, também cabe aos senadores emitir um juízo político. Segundo a senadora, estamos escolhendo "a esperança", e não "o caos sem amanhã".
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) encaminha voto "sim" ao afastamento temporário de Dilma.

Atualizado às 12h
Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 3
Contra o afastamento: 0


Em sequência, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi o terceiro a falar e rebateu a tese da base do governo de que Dilma não cometeu crime. Ele diz que o relator Anastasia demonstrou o contrário com "precisão milimétrica" em seu texto. Para ele, o senador Anastasia destruiu "ponto por ponto" a defesa apresentada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) chamou o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, que decidiu e depois recuou da anulação da sessão do impeachment na Câmara, de "figura bizarra". Por fim, ele encaminha voto "sim" ao afastamento provisório de Dilma.

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 2
Contra o afastamento: 0


O senador José Medeiros (PSD-MT) foi o segundo a falar e disse que é preciso jogar o jogo da verdade constitucional, sem manobras. Ele rechaçou mais uma vez a versão de que o processo de impeachment se trate de golpe.
“O governo acabou e está parado há mais de um ano”, falou ele criticando o que chamou de esgotamento do modelo de presidencialismo de coalizão. Por fim, ele encaminhou o voto "sim" à admissibilidade do processo de impeachment e ao afastamento provisório de Dilma.

Atualizado às 11h30
Primeira senadora inscrita na sessão discursa com 2h18 de atraso

Placar até agora, segundo as falas dos senadores inscritos:
Pró-afastamento de Dilma: 1
Contra o afastamento: 0

A primeira senadora inscrita para discursar na sessão do impeachment no Senado, Ana Amélia (PP-RS), começou a falar na tribuna às 2h18 depois do horário previsto para começar os trabalhos. Com o atraso, fica comprometido o cronograma inicial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que previa terminar a sessão sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff por volta de 22h.
Ela afirmou que os senadores precisam de paciência, serenidade e responsabilidade. Ela também citou o presidente americano Barack Obama, que disse que a responsabilidade pelo que acontecer no Brasil "cabe apenas aos brasileiros". Por fim, ela elogiou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), declarou voto "sim" ao afastamento temporário da presidente Dilma e à admissibilidade do processo.

Ana Amélia (PP-RS) (Crédito: Reprodução)
Ana Amélia (PP-RS) (Crédito: Reprodução)

Atualizado às 11h10
Dos três senadores piauienses apenas Regina Sousa (PT) e Ciro Nogueira (PP) vão se pronunciar. Regina é a 36º a falar, e Ciro Nogueira é o 66º. O senador Elmano Férrer não se inscreveu e não quis fazer o pronunciamento. 

Atualizado às 11h
Suspeição do relator: Renan Calheiros negou procedimento de questão de ordem de Vanessa Grazziotin que pedia suspeição do relator do processo de impeachment, Antonio Anastasia.
Renan mantém sessão: O presidente do Senado, Renan Calheiros, julgou improcedente questão de ordem de Gleisi Hoffmann (PT-PR) pedindo a suspensão da sessão. Rejeitou também questão de ordem de Lindbergh Farias (PT-RJ).
Impeachment: A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) foi a primeira a se manifestar na sessão. Ela apresentou questão de ordem para suspensão do processo até que o Supremo Tribunal Federal se manifeste sobre mandado de segurança.

Atualizado às 10h
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (11) que vai fazer um "esforço" para tentar concluir a sessão do impeachment até 22h, mas que não sabe se isso será possível. Ele afirmou ainda que não votará em nenhuma fase do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Renan deu entrevista antes de ir para o plenário abrir a sessão. "Eu vou fazer um esforço para concluirmos até 22h, mas não sei se será possível", afirmou o senador.

Renan Calheiros abre sessão (Crédito: Reprodução)
Renan Calheiros abre sessão (Crédito: Reprodução)


Atualizado às 08h40
Veja a lista dos senadores inscritos para falar

1. Senadora Ana Amélia
2. Senador José Medeiros
3. Senador Aloysio Nunes Ferreira
4. Senadora Marta Suplicy
5. Senador Ataídes Oliveira
6. Senador Ronaldo Caiado
7. Senador Zeze Perrella
8. Senadora Lúcia Vânia
9. Senador Magno Malta
10. Senador Ricardo Ferraço
11. Senador Romário
12. Senador Sérgio Petecão
13. Senador Telmário Mota
14. Senador Dário Berger
15. Senadora Simone Tebet
16. Senador Cristovam Buarque
17. Senadora Angela Portela
18. Senador José Maranhão
19. Senador José Agripino
20. Senador Jorge Viana
21. Senador Acir Gurgacz
22. Senadora Fátima Bezerra
23. Senador Eduardo Amorim
24. Senador Aécio Neves
25. Senador Wilder Morais
26. Senador Alvaro Dias
27. Senador Waldemir Moka
28. Senador Roberto Requião
29. Senador Marcelo Crivella
30. Senador Randolfe Rodrigues
31. Senador Lasier Martins
32. Senadora Vanessa Grazziotin
33. Senador Reguffe
34. Senador Hélio José
35. Senador Cássio Cunha Lima
36. Senadora Regina Sousa
37. Senador Armando Monteiro
38. Senador Fernando Collor
39. Senador Fernando Bezerra Coelho
40. Senador Valdir Raupp
41. Senador Paulo Bauer
42. Senador Gladson Cameli
43. Senador Garibaldi Alves Filho
44. Senador Omar Aziz
45. Senador João Capiberibe
46. Senadora Lídice da Mata
47. Senador Antonio Carlos Valadares
48. Senador Otto Alencar
49. Senador Lindbergh Farias
50. Senador Paulo Rocha
51. Senadora Maria do Carmo Alves
52. Senador Tasso Jereissati
53. Senador Wellington Fagundes
54. Senadora Gleisi Hoffmann
55. Senador Flexa Ribeiro
56. Senador Paulo Paim
57. Senador Roberto Rocha
58. Senador Blairo Maggi
59. Senador Donizeti Nogueira
60. Senador José Pimentel
61. Senador Dalirio Beber
62. Senador Walter Pinheiro
63. Senador José Serra
64. Senador Humberto Costa
65. Senador Davi Alcolumbre
66. Senador Ciro Nogueira
67. Senador Ivo Cassol
68. Senador Benedito de Lira

Renan Calheiros abre sessão (Crédito: Reprodução)
Renan Calheiros abre sessão (Crédito: Reprodução)
Sessão no Senado Federal (Crédito: Reprodução)
Sessão no Senado Federal (Crédito: Reprodução)
Fonte: Com informações do UOL