Senador José Sarney responde a questionamentos hoje em Brasília

"Vou ocupar a tribuna como senador, não como presidente", antecipou José Sarney em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), ocupará a tribuna da Casa, na sessão de hoje, para responder às afirmações feitas ontem pelo senador Arthur Virgílio (PSDB) e a todas as questões envolvendo seu nome. O pronunciamento foi anunciado pelo próprio Sarney e é aguardado com expectativa pelos demais senadores.

"Vou ocupar a tribuna como senador, não como presidente, por isso não posso dizer a hora exata em que ocuparei a tribuna, já que tenho que obedecer a hora de ser chamado, de acordo com os trabalhos da Casa",respondeu Sarney ontem à sugestão apresentada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pediu a ele que definisse um horário para seu pronunciamento.

A intervenção do senador por São Paulo se deu em virtude de Sarney ter comunicado que na sessão deliberativa de hoje responderia às afirmações de Arthur Virgílio. Suplicy pediu a definição de um horário para que todos os senadores pudessem se programar para ouvir o que o presidente da Casa tem a dizer.

Eduardo Suplicy também pediu ao presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), que adie para amanhã a reunião daquele órgão agendada para hoje. O senador justificou que a decisão iria ao encontro do que diz a Resolução 25/08, que regulamenta o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, assegurando o direito de defesa a qualquer senador contra quem seja apresentada alguma representação.

?O pronunciamento poderá ser algo muito importante, principalmente se ocorrer antes da decisão do senador Paulo Duque, que, de acordo com a resolução, deve aceitar ou não as representações. Esse esclarecimento poderá ser fundamental até para a decisão dele?, afirmou Suplicy.

Recuo - Ontem a bancada do DEM desistiu de representar contra Sarney . Os senadores da legenda resistiram aos argumentos do líder, José Agripino Maia, e consideraram que não mais havia justificativa para nova representação. Durante a reunião, que teve a presença do presidente da legenda, Rodrigo Maia, os democratas decidiram ainda que só vão radicalizar contra Sarney se o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB), arquivar todas as representações sem argumentos plausíveis.

Agripino Maia convocou a bancada para discutir a representação contra Sarney, mas foi advertido por colegas que se posicionaram a favor de Sarney, como o primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes. Estes senadores informaram também que algumas das representações do PSDB e do PSol não se sustentam. Coube ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Demóstenes Torres (DEM-GO), elaborar um parecer sobre os pontos vulneráveis das representações tucanas.

Durante a reunião, Heráclito Fortes disse que não votaria contra Sarney.

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