Serra evita falar de política em cerimônia de homenagem a Tancredo no Senado

Perguntado por jornalistas sobre as eleições de outubro na chegada ao Senado, Serra disse apenas que continua trabalhando pelo seu estado.

Nas comemorações do centenário de Tancredo Neves, no Senado, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), esquivou-se de tratar de qualquer assunto referente à sucessão presidencial de 2010. Perguntado por jornalistas sobre as eleições de outubro na chegada ao Senado, Serra disse apenas que continua trabalhando pelo seu estado.

"Estou aqui para tratar de Tancredo Neves e não de política nacional", resumiu o governador de São Paulo que chegou atrasado à cerimônia de inauguração do busto do primeiro presidente civil após 20 anos de ditadura militar.

Serra é o nome do PSDB para a Presidência da República que trabalha, também, com a possibilidade de formar uma chapa pura que teria como vice o governador mineiro e neto de Tancredo, Aécio Neves.

Na chegada ao Senado, Aécio Neves também foi perguntado sobre a possibilidade de ser vice na chapa de José Serra. "Não cogito desta possibilidade", respondeu por três vezes sem dar mais qualquer declaração sobre política nacional.

Os discursos feitos durante a cerimônia de inauguração do busto de Tancredo Neves foram marcados pelo caráter conciliador do presidente. Coube ao neto, Aécio Neves, dar o tom que destacou o fato de Tancredo Neves ter sido um homem "do diálogo e do compromisso". Neste sentido, o governador ressaltou que este "compromisso" é um "bom exemplo a ser seguido nos dias de hoje".

Aécio Neves afirmou que seu avô sempre repetia que, na política, sempre "é [obter] um melhor bom acordo do que impor uma derrota".

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), seguiu o mesmo caminho dado por Aécio Neves em seu discurso. O deputado lembrou que Tancredo sempre foi um homem que entendia que, na política, não existem inimigos, mas adversários. "Hoje precisamos disso, conciliar as várias tendências."

O presidente do Senado e vice-presidente na chapa do Colégio Eleitoral que, em 1985, elegeu Tancredo Neves também ressaltou o tom conciliador do mineiro. José Sarney lembrou que, durante o enterro do presidente Getúlio Vargas, quando "o ódio e o espírito de vingança" prevaleciam, Tancredo foi voz dissonante ao pedir que este sentimento "não dividisse o país".

Fonte: Rede Brasil Atual