Servidores da Prefeitura poderão entrar em greve

O Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) anunciou uma paralisação de advertência para a próxima quinta-feira, 29.

Há menos de um mês a frente da administração municipal, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB) poderá enfrentar a primeira greve de servidores. Na manhã de ontem, o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm) anunciou uma paralisação de advertência para a próxima quinta-feira, 29. O protesto será iniciado as 8 horas onde haverá uma Assembleia Geral Ordinária com a categoria no auditório do Sebrae.

Os servidores ?cruzarão os braços? durante 24 horas, marcando o início da campanha salarial de 2010. ?Pedimos uma audiência com a Prefeitura, desde o dia 5 de abril e não fomos recebidos?, justificou o secretário geral do Sindserm, Celso Henrique Barbosa, acrescentando que se trata de uma paralisação de advertência. Ainda assim, o secretário do Sindserm, adiantou que uma greve dos servidores não está descartada. ? Tentaremos resolver pela via do diálogo, abrindo um canal de negociação. Caso nosso pleito não seja atendido, os servidores cruzarão os braços por tempo indeterminado?, alertou.

Segundo ele, paralelamente a paralisação, os servidores farão uma Assembleia para discutir temas relevantes aos servidores como ação de níveis atrasados, reajuste no pagamento dos plantões na FMS além da discussão e aprovação do PCCS do magistério. ?São pautas importantes para a categoria e que a discussão se alastra há muito tempo e nenhuma solução foi dada?, explicou.

Ao tomar conhecimento da paralisação, o prefeito Elmano Férrer garantiu que buscará entendimentos com os servidores. O petebista se reuniu com representantes das secretarias de administração e finanças para buscar uma solução. Já o secretário municipal de Governo, João Henrique Sousa (PMDB) garantiu que a Prefeitura não recebeu nenhum ofício por parte do Sindicato, mas afirmou que a prefeitura pretende resolver a situação. ?Vamos receber a categoria e saber das reivindicações. O que puder ser feito, será?, finalizou. (M.M)

Fonte: Mayara Martins