Sílvio Mendes critica candidatos "papa-léguas"

Mendes falou sobre sua provável, mas ainda não assumida oficialmente, candidatura a governador do Piauí

A aproximação do prazo para a desincompatibilização dos gestores que irão disputar cargos eletivos este ano, marcada para o dia 2 de abril, não gera ansiedade no prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB).

Durante a visita às obras da ponte da Primavera, na zona Norte da capital, Mendes falou sobre sua provável, mas ainda não assumida oficialmente, candidatura a governador do Piauí e aproveitou para alfinetar pré-candidatos da base aliada de apoio ao governador Wellington Dias (PT).

"Não tenho nenhuma pressa nem ansiedade", enfatizou. A manutenção da pré-candidatura do senador João Vicente Claudino (PTB) pelo bloco governista, avalia Mendes, não é motivo para "desencorajar" a oposição.

"Cuidar da cidade é uma honra muito grande, imagina cuidar de um Estado cheio de dificuldades e esperança. O problema que existe tem que ser enfrentado e tem que ter solução. A oposição está acompanhando e apresentando alternativas", pontua.

Questionado se seu nome seria a alternativa, o prefeito respondeu que estava "disponível". Ele lembrou também que a ausência de Dias ao encontro não era sinal de desavença entre eles. "As pessoas gostariam que tivesse crise, mas não tem". Wellington Dias precisou cumprir agenda em Brasília na terça-feira.

O vice-governador Wilson Martins (PSB), no entanto, representou o Estado na obra realizada em parceira com a PMT com prazo de entrega em 120 dias e custo total de R$ 1.253.780,00. O último encontro entre Dias e Sílvio aconteceu há cerca de cinco meses.

CONFLITOS - As recentes declarações do deputado Federal Nazareno Fonteles (PT) em relação ao PTB também foram destacados por Mendes, que relativizou os comentários.

"Sou mais velho que o governador mas não é conselho". Para o prefeito, cabe a um "responsável" botar "ordem na casa". "O estilo dele (Dias) é parcimonioso, mas ele tem que ter a autoridade da liderança em quem quer se desgovernar", avalia.

Com a paralisação do trabalho dos operários que trabalham na ponte do Sesquicentenário, a inauguração da obra poderá ser adiada pra abril, após o prazo de desincompatibilização.

O prefeito afirmou que sua candidatura não depende da entrega da obra, que se começou em 2002. "A ponte não será inaugurada inacabada e não vai interferir na minha decisão de ser candidato", esclareceu.

Sílvio Mendes admitiu que está tendo "demagogia" no processo sucessório piauiense e não poupou críticas sem, contudo, citar nomes: "Algumas pessoas parecem papa-léguas, correm pra cima, pra baixo no interior como se fosse vantagem". (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte