Sílvio Mendes rechaça união com senador João Vicente Claudino

O prefeito ainda ressaltou que João Vicente está afastado da administração de Teresina

O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), rebateu as declarações do presidente da Fundação Municipal de Saúde, Firmino Filho, e garantiu que não há nenhuma conversa entre os tucanos para que o senador João Vicente Claudino (PTB) comande uma chapa da oposição para o cargo de governador, tendo Mendes como vice.

?Não participei dessa discussão e não houve no PSDB nenhum encaminhamento desse tipo?, frisou. E acrescentou: ?O João Vicente já disse na mídia que não iria se aliar com o PSDB e não houve desmentido da parte dele. Não podemos nos juntar com quem não quer?, pontuou.

Firmino havia afirmado que, se Claudino decidisse deixar a base aliada e fosse para o PSDB, os tucanos poderiam negociar a indicação de vice em uma chapa comandada pelo senador.

DISTÂNCIA

O prefeito ainda ressaltou que João Vicente está afastado da administração de Teresina, onde o PTB tem o cargo de vice-prefeito ocupado pelo petebista Elmano Ferrer. ?Eu sempre o procurava quando ia à Brasília porque somos aliados na Prefeitura. A verdade hoje é que ele é um dos políticos com quem menos tenho conversado e nem ele tem participado da administração da cidade?, disse, destacando a aproximação pessoal que possui com o PMDB, principalmente os deputados Marcelo Castro e Themístocles Filho.

Em relação aos últimos comentários feitos por Dias, quando o governador afirmou na convenção do PDT realizada sexta-feira, que Sílvio já fala como candidato da oposição, Mendes admitiu que as declarações da base aliada sobre sua possível pré-candidatura são ?ansiosas e incomodam?. Para Sílvio, as especulações de que a oposição cancelaria os atuais projetos desenvolvidos no Estado não são verdadeiras. ?O governante tem que ter o bom senso de continuar o que é positivo e de também corrigir os defeitos?.

Segundo ele, os comentários não são uma agenda oportuna. ?A prioridade é a administração de Teresina. Não estou fazendo campanha. A oposição tem que ser uma alternativa, não só no Piauí mas em todo o país. A única coisa que a oposição não pode ser é omissa?, disse, ressaltando que ?as pessoas devem se preocupar com o que são capazes de fazer e não com a vida alheia, não em desqualificar os adversários?.

Fonte: Francisco Lima/Sávia Barreto