Transnordestina pode ter trecho desviado

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag) pede desvio de trecho da Transnordestina

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag) pede desvio de trecho da Transnordestina. A instituuição apóia os pequenos proprietários rurais atingidos pela construção da ferrovia transnordestina. Em documento assinado pelos presidentes dos sindicatos de Simplício Mendes, Bela Vista e pela Diretoria da Fetag, foi solicitado o desvio de um trecho que corta centenas de pequenas propriedades rurais produtivas, bem como diversas casas residenciais, inclusive atinge 5 casas em um mesmo assentamento da região.

O documento foi encaminhado para os Ministérios da Integração Nacional e Casa Civil do Governo Federal, para o DNIT, Secretaria Estadual de Transporte e PAC Engenharia.Além do pedido de desvio da ferrovias a instituição dos trabalhadores propôs reuniões com os agricultores e os representantes dos órgãos estaduais como a Secretaria Estadual de Transportes, (Setrans), além da inclusão dos representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais de Bela Vista, Simplício Mendes, Paulistana e São Francisco de Assis.

A Fetag disponibilizou sua Assessoria Jurídica para acompanhar todas as ações dos pequenos proprietários rurais. Foram contestadas todas as ações ajuizadas nas Comarcas de Conceição do Canindé , Paulistana e Simões. Quanto aos processos que tramitam na Comarca de Simplício Mendes, que atende aos municípios de Simplício Mendes e Bela Vista, a Assessoria Jurídica da federação, acompanhou no começo desse mês todos os proprietários rurais nas audiências.

De acordo com o Presidente da Fetag ,Evandro Luz, a entidade tem consciência da importância da construção da ferrovia Transnordestina para o Piauí, e entende que se trata de uma obra de Estado e não apenas projeto de governo, portanto, não há meios para impedir sua execução. No entanto o ele reforça que ?os recursos oferecidos judicialmente pelo Estado do Piauí pelas desapropriações dos imóveis são irrisórios o que deixou a maioria dos pequenos proprietários insatisfeita.?. O acompanhamento da Fetag acontece para que os pequenos produtores rurais não percam seus bens.

?Nós lutamos por uma indenização justa, que possa compensar não apenas o valor da terra desapropriada, mas todas as benfeitorias encravadas no imóvel, a conseqüente desvalorização da parte remanescente e uma compensação social?, relatou Evandro Luz. (T.T.)

Fonte: Thays Teixeira - Jornal Meio Norte