TRE-PI indefere Roncalli por improbidade

O crime de improbidade administrativa foi supostamente cometido em 2001

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) terminou ontem o julgamento dos últimos pedidos de registros dos candidatos que pretendem concorrer ao pleito de outubro. Dos nove registros com irregularidades constatadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE-PI), apenas dois foram reavaliados pela Corte e deferidos. Ao todo, o TRE-PI julgou 415 processos de registro de candidatura. Entre os processos julgados indeferidos estava o do deputado estadual Roncalli Paulo (PSDB), que busca a reeleição mas foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O crime de improbidade administrativa foi supostamente cometido em 2001, quando Roncalli ainda era secretário de Obras e Serviços Públicos do Estado na gestão do ex-governador e atual senador Mão Santa (PSC). O deputado já recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último fim de se-mana. Ao todo, a instância máxima da Justiça Eleitoral recebeu 12 recursos que questionam decisões dos TREs sobre os registros de candidaturas. Os magistrados terão até o próximo dia 19 para avaliar os pedidos.

A Corte piauiense também manteve o indeferimento dos registros de José Carlos Lima da Silva, do PSDC, para o cargo de deputado federal, Roberto Ramos, deputado estadual, Antônio Oliveira da Silva, deputado federal, ambos da coligação ?Para o Piauí seguir mudando?, Gutemberg de Moura Rocha, do PDT, que tentava a vaga de deputado federal e Elza Bucar (PDT), deputada estadual. Mizomar Rocha Bastos (PV) e José Evandro de Araújo Luz (PT), ambos candidatos a deputado estadual, por outro lado, tiveram os registros deferidos.

Já os processos que pediam a reforma na decisão do Tribunal sobre a cassação do prefeito do Morro Cabeça do Tempo, Gedeon Rocha (PMDB), do vice-prefeito, Antônio Francisco (PTB), e do prefeito de Oeiras, B. Sá (PSB), foram negados. O relator dos casos era o desembargador Haroldo Rehem. Os dois prefeitos foram cassados no mês passado e ainda podem recorrer ao TSE.

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte