Vítimas de enchente em São Paulo irão receber R$ 1 mil, diz Alckmin

“Estou assinando hoje [terça-feira] um decreto renovando o Programa Novo Começo"", disse

Em um dia que São Paulo enfrentou o caos causado pelas chuvas fortes, o governador do estado, Geraldo Alckmin, anunciou a assinatura de um decreto renovando um programa que prevê o pagamento de R$ 1 mil a famílias que perderam tudo em enchentes. Ele esteve reunido na tarde desta terça-feira (11) com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, subprefeitos da cidade, parte do secretariado municipal e integrantes dos bombeiros e da Defesa Civil.

?Estou assinando hoje [terça-feira] um decreto renovando o Programa Novo Começo. Aquelas áreas, não só em São Paulo, que entraram em estado de emergência, de calamidade, que a prefeitura reconheça que as pessoas perderam seus bens, o estado vai liberar R$ 1 mil de uma vez só para essas famílias?, afirmou. O programa já havia sido usado para atender às vítimas da chuva no ano passado em municípios como Atibaia e São Luiz do Paraitinga.



A situação de emergência é ?provocada por desastres, causando danos e prejuízos que impliquem o comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público do ente atingido?, de acordo com decreto do governo federal. Já o estado de calamidade provoca ?comprometimento substancial da capacidade de resposta do poder público?. A decretação possibilita a transferência de recursos para socorro às vítimas e reconstrução, por exemplo.

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Como medida imediata, o governo de São Paulo, por meio da Sabesp, irá ceder 50 caminhões para desobstrução de bueiros e dez caminhões-pipa para limpeza de ruas. Alckmin divulgou também um conjunto de medidas a longo prazo de macrodrenagem das calhas dos rios Tietê e Pinheiros, ao custo total de R$ 800 milhões. O desassoreamento dos rios está entre os objetivos.

Até o fim do ano, o governo pretende retirar da calha do Tietê 2,1 milhões de metros cúbicos de materiais ? no trecho da capital paulista - e 1,5 milhão de metros cúbicos do Pinheiros. Ainda no Rio Tietê, serão mais 580 mil metros cúbicos entre a barragem da Penha, na Zona Leste de São Paulo, até Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Essa quantidade de material deveria ser retirada em dois anos, mas a obras serão aceleradas. Normalmente, segundo o governador, retira-se 1 milhão de metro cúbico ao ano.

Também serão instaladas três novas bombas para auxiliar na reversão do Rio Pinheiros, com o objetivo de tentar evitar a cheia do Tietê. Duas delas ficarão na Usina de Traição e a terceira na barragem de Pedreira. A reversão serve para bombear a água do Pinheiros para a Represa de Guarapiranga, aliviando o Rio Tietê em dias de muita chuva. Essas medidas também devem ser tomadas até o fim de 2011.

O outro projeto anunciado pelo governador deve levar quatro anos para ficar pronto. É a primeira etapa de construção do Parque Linear Várzea do Tietê, ao custo de US$ 200 milhões. Cerca de 5 mil famílias devem ser retiradas de bairros como Jardim Romano e Jardim Pantanal e a área nas margens do rio, recuperadas.

Além disso, há a previsão de construção de mais dois piscinões até o final do ano: o Olaria, no Campo Limpo, na Zona Sul da capital, e o Jaboticabal, no limite com São Caetano do Sul, no ABC. De acordo com o prefeito Gilberto Kassab, mas dois piscinões deverão ser construídos também na região do Córrego Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. Na sexta-feira (7), o córrego transbordou e causou muitos transtornos a motoristas e moradores da região.

Para o prefeitura, estas ações, em parceria com o governo do estado, são fundamentais para evitar reduzir os efeitos das chuvas de verão na capital. "A Bacia do Pirajussara era uma das mais críticas, mas as obras realizadas lá minimizaram o problema", declarou. Geraldo Alckmin reconheceu que os problemas não serão solucionados em um curto prazo. "Não é possível fazer obra em 24 horas. O desassoreamento (dos rios Tietê e Pinheiros) é eterno. Os problemas vão ser minimizados com essas medidas de macrodrenagem", afirmou o governador.

Fonte: g1, www.g1.com.br