W.Dias e Sílvio pedem direito de reposta na TV

Os juízes José Acélio Correia, Sandro Helano e Haydée Castelo Branco irão avaliar as representações.

A campanha eleitoral piauiense contabilizou mais 23 novos processos relacionados ao horário eleitoral desde o sábado, 21. Ao todo, a Comissão de Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) já recebeu 47 ações desde o último dia 17, quando teve início a propaganda na televisão e no rádio. A maioria dos novos casos solicita a perda de tempo no horário dos adversários e já começam a surgir pedidos de direito de resposta, somando três solicitações.

Os juízes José Acélio Correia, Sandro Helano e Haydée Castelo Branco irão avaliar as representações. A coligação ?Por um Piauí Novo?, que tem o senador João Vicente (PTB) como candidato ao Governo estadual, protocolou uma representação contra coligação ?A Força do Povo?, encabeçada pelo ex-prefeito Sílvio Mendes (PSDB) e o candidato a deputado estadual Anísio Almeida Neves Neto, e a coligação ?Para o Piauí seguir mudando?, comandada pelo governador Wilson Martins (PSB).

Eles querem uma liminar para que os tucanos percam horário eleitoral pela divulgação de candidatos majoritários em horário reservado aos proporcionais e divulgação de candidato a governador em horário reservado ao de senador, respectivamente. Os trabalhistas alegam que os petistas Wellington Dias e Antônio José Medeiros também estariam usando o tempo disponível para pedir votos à Wilson.

A mesma representação - divulgação de candidatos majoritários em horário reservado aos proporcionais ? é pedida pela coligação de Martins contra João Vicente. Sílvio, por outro lado, alega que foram publicadas informações inverídicas com ofensa à imagem do candidato pela campanha de Wilson Martins. Além da retirada da propaganda, os tucanos solicitam direito de resposta. Wellington Dias, por outro lado, acusa o senador Heráclito Fortes (DEM) de divulgação de informações inverídicas e ofensivas. O petista pede direito de resposta.

A coligação do governador acusa Sílvio de divulgar informações inverídicas e ofensivas com utilização de computação gráfica durante o horário eleitoral. Eles pedem que a mensagem seja retirada do ar. O suposto usos irregulares de computação gráfica vedada pela legislação também é motivo de ação do PT contra Heráclito. A ausência de legenda obrigatória na propaganda veiculada na televisão foi o motivo para a coligação "Para o Piauí seguir mudando" entrar com uma representação contra "A força do povo".

Os tucanos porém, pedem que Wilson e seu vice, Moraes Sousa Filho (PMDB), tenham os diplomas cassados por suposta publicidade institucional vedada. O deputado estadual Assis Carvalho (TV) também solicitou pedido de direito de resposta em uma rádio local. (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte