Wellington Dias quer renegociação de dívidas de agricultores

Wellington Dias quer renegociação de dívidas de agricultores

Wellington relatou problema de agricultores que tomaram crédito rural para investir em suas propriedades, mas não obtiveram o retorno.

O senador Wellington Dias (PT) pediu quintafeira no Plenário do Senado Federal que o governo renegocie dívidas de pequenos e médios agricultores que contrataram crédito rural entre 1997 e 2001 e não conseguiram honrar os compromissos por conta de problemas climáticos. Ele quer que o Senado encaminhe o apelo aos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

Wellington relatou problema de agricultores que tomaram crédito rural para investir em suas propriedades, mas não obtiveram o retorno financeiro previsto por causa de secas ou enchentes. Com isso, disse, não conseguiram pagar os créditos e hoje, após anos de juros e multas, são devedores de grandes quantias, acima da capacidade de pagamento das famílias.

?Temos milhares de agricultores nessa situação, que hoje estão inadimplentes e com risco de perder suas terras e suas moradias?, pontuou. Ele pediu que técnicos do governo analisem os casos e adotem solução semelhante à adotada para dívidas do crédito habitacional, quando foram consideradas as baixas perspectivas de pagamento e renegociadas dívidas antigas, cujos valores eram muito superiores ao montante financiado.

Dias citou exemplo de um agricultor que tomou crédito em 1998 no valor de R$ 6 mil para comprar matrizes de caprinos e ovinos e para implantação de pastagens. Por falta de chuvas durante dois anos, foi obrigado a vender alguns animais para comprar alimento para os demais, estando hoje sem uma parte do investimento, mas com uma dívida de R$ 50 mil.

?Ele não tem como pagar e, se seus bens forem executados, nem mesmo o valor da sua propriedade é

suficiente para quitar a dívida?, pontuou. Para Wellington Dias, o país só tem a ganhar com a renegociação das dívidas, pois a medida devolve aos agricultores a capacidade produtiva, evita custas judiciais com processos de cobrança e, principalmente, evita que milhares de famílias sejam empurradas

para a periferia das cidades, demandando ajuda de programas sociais.

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte