Wilson Martins consegue 11 direitos de resposta de Sílvio

Wilson Martins consegue 11 direitos de resposta de Sílvio

Um dos saldos da campanha de segundo turno no Piauí são os direitos de resposta concedidos pela Justiça

Um dos saldos da campanha de segundo turno no Piauí são os direitos de resposta concedidos pela Justiça Eleitoral. As ações impetradas pelas duas coligações que disputam o comando do Palácio de Karnak - ?Para o Piauí seguir mudando?, do governador Wilson Martins (PSB) e ?A Força do Povo?, do ex-prefeito Sílvio Mendes (PSDB) - resultaram em 11 direitos de resposta concedidos no programa eleitoral transmitido no rádio e na TV do candidato tucano.

As punições impostas ao programa de TV de Sílvio apenas no segundo turno, já somam oito direitos de resposta enquanto no rádio foram contabilizadas duas decisões relacionadas a três programas tucanos, em um total de 3 minutos de direito de resposta para o governador. Ontem o tucano perdeu um minuto no programa da tarde e o mesmo tempo no que foi veiculado à noite, por ?ofensas, calúnias e difamação? praticadas contra Wilson na propaganda que foi ao ar no dia 10 de outubro.

A decisão foi tomada pela juíza Haydée Castelo Branco. Pelo menos mais 10 pedidos de direito de resposta aguardam julgamento na Justiça Eleitoral. A assessoria jurídica de Wilson solicitou uma punição ao tucano pela prática de crime de desobediência. O advogado Willian Guimarães alega que Sílvio não cumpriu decisão da Justiça que o obrigava a não usar em seu programa de TV as imagens dos adversários de campanha.

?Eles demonstraram um completo descaso pela Corte, o que põe em cheque a moral das decisões da justiça piauiense. Já pensou se agora todos os partidos se comportarem assim nas eleições??, questionou o advogado. No documento encaminhado à coligação ?Para o Piauí Seguir Mudando? e à emissora geradora do programa eleitoral, a magistrada disse perceber que foi veiculada propaganda ofensiva à honra do governador e que esse tipo de conteúdo ofensivo induz à imputação de conduta parcial e práticas ilícitas no trato da coisa pública. (S.B.)

Fonte: Sávia Barreto, Jornal Meio Norte