Wilson Martins acha que base aliada deve racha até as eleições de 2010

Acompanhado da deputada Lílian Martins, vice-governador visitou a redação do JMN

O vice-governador Wilson Martins, possível candidato ao governo do Estado em 2010, declarou em entrevista que acha difícil a união dos principais partidos da atual base aliada do Governo do Estado nas eleições de 2010. Segundo ele, interesses partidários e as regras eleitorais dificultam a união dos vários partidos em uma mesma chapa.

?Há muitos interesses. Os interesses de cada partido. Há muitos partidos fortes, e as eleições mostraram isso. Temos o PTB, o PSB, o PT, o PMDB, que é importantíssimo nesta disputa. Temos ainda partidos menores, como PCdoB, PR e o PDT, que são menores mas fundamentais para nossa eleição. Eu acho complicado manter tudo isso junto, unido?, declarou Martins.

O vice-governador, no entanto, acrescenta que a intenção inicial é manter a união do grupo, apesar das candidaturas já lançadas: do próprio Wilson, do senador João Vicente Claudino (PTB), do deputado federal Marcelo Castro (PMDB), e a do PT. ?Mas nós vamos trabalhar para isso. Não vamos trabalhar para prejudicar esta união. Vamos fazer o possível para manter a base?.

Mas Wilson Martins mantém o ceticismo ao se deparar com os projetos de cada partido da base e com

as regras eleitorais, que atualmente impõem a verticalização das composições. Ou seja, as coligações nos Estados devem estar de acordo com as que forem firmadas para o cargo de presidente da República. ?O que acontece é que vivemos uma insegurança jurídica em relação às eleições. Há quem

diga que vai haver a verticalização, outros não. Teremos a reforma política, que pode mudar muita coisa. Portanto, não dá para se tratar disso sem antes termos as regras que vão reger o pleito seguinte. Não se deve raciocinar sobre hipótese. Há, além disso, as vontades por trás das eleições;

as bandeiras dos partidos?.

Ele também acrescenta que, além das forças partidárias, nas eleições do próximo ano será importante a apresentação de propostas para o Estado. ?Eu não discuto a eleição pela questão do poder. Pela questão da vontade de cada um. Temos que discutir através de bases de projeto político. De bandeiras

do seu partido para o Piauí, mostrar o que precisa ser feito, o vamos defender e trabalhar para manter o Piauí se desenvolvendo?, finaliza.

Fonte: Mateus Noronha, Jornal Meio Norte