Prazo para adesão ao marco regulatório que institucionaliza comunidades terapêuticas termina sábado

Elas convocam a sociedade e terapeutas em geral para assinarem o termo de apoio ao marco.

CONFIRA REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO DESTA SEXTA-FEIRA (27) DO JORNAL MEIO NORTE

Por: Olegário Borges

As comunidades terapêuticas de todo o Brasil querem implantar o marco regulatório de atuação das mesmas, que visa regularizar todas as entidades que tratam da dependência química e proibir algumas ações bem comuns nas casas de tratamento para dependentes, como a proibição do processo medicamentoso, a internação clínica de pacientes e aplicação de orientações religiosas no tratamento.

Elas convocam a sociedade e terapeutas em geral para assinarem o termo de apoio ao marco. O prazo final para assinatura segue até o dia 28 de fevereiro. Segundo Célio Luiz Barbosa, presidente da Federação Norte e Nordeste de Comunidades Terapêuticas, os últimos 40 anos de trabalho das entidades em todo o Brasil foram feitos com pouco auxílio do Governo Federal.

Logo, é cada vez mais necessário a criação do marco regulatório para que as entidades que prestem este serviço se regularizem para fornecer um acompanhamento verdadeiramente válido para os dependentes químicos. "O marco já foi aprovado em consulta pública, mas o Conselho Federal de Serviço Social lançou uma campanha contra as comunidades. Eles afirmavam que não há comunidades terapêuticas no Brasil. Pois o que são essas comunidades?", questiona Célio.

Por isto a criação da campanha para assinaturas a favor da regulamentação das comunidades. A dependência química é uma doença séria que exige tratamento especializado. Segundo o CID-10, Código Internacional de Doenças da OMS, a dependência química é classificada como uma doença progressiva, crônica, primária – que gera outras doenças – e fatal. "Por mais que a religião seja uma parte imprescindível no tratamento do dependente, vender produtos em ônibus em troca de dinheiro sob pretextos religiosos não é o melhor caminho para a recuperação do dependente."

Fonte: Olegário Borges