Pré-vestibular luta contra cansaço dos alunos

180 pessoas assistem as aulas

Estudantes de baixa renda estão apostando no projeto de Pré-Vestibular Popular da UFPI para tentar conseguir uma vaga para o ensino superior. A favor deles muito interesse em estudar e conseguir passar no vestibular, mas é preciso vencer obstáculos como o próprio cansaço depois de um dia intenso de trabalho. No balanço feito pela coordenação os resultados são positivos com um bom índice de aprovação.

Ao todo 180 jovens participam do projeto após passarem por um processo de seleção que tratou de perfil sócio econômico e também de avaliação de conhecimentos. Para este ano os estudantes vão receber formação através das disciplinas isoladamente, mas com a metodologia ligada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). ?Vamos trabalhar as disciplinas com formação voltada ao novo Enem?, explica o coordenador do Pré-Vestibular Popular da UFPI, Elmo de Sousa Lima.

Elmo destaca que os alunos participam das aulas com bastante interesse até mesmo pela dificuldade para participar do projeto. ?Com certeza eles são bastante interessados porque todos eles não tiveram oportunidade de estudar em outros lugares e porque passaram por uma seleção para poucas vagas?, ressaltou o coordenador. Esse ano foram 960 candidatos para 180 vagas disponíveis. Os estudantes recebem material didático gratuito para as aulas.

A média de aprovações também anima o coordenador do projeto. ?Nós temos uma média de 40 a 50% de aprovação nas várias instituições para onde os nossos alunos disputam vagas?, comenta Elmo de Sousa Lima. A meta é continuar mantendo os mesmos índices. ?A gente pretende continuar atingindo estes mesmos índices para este ano?, ressalta. Ao todo são 3 turmas que funcionam no Espaço Integrado da UFPI e no Auditório do Centro Cultural Noé Mendes.

Entre as dificuldades notadas com relação aos estudantes, o coordenador aponta o cansaço, já que muitos trabalham o dia todo e seguem direto para as aulas. ?A dificuldade maior é que a maioria vem do trabalho para as aulas que são a noite. É preciso que a metodologia seja mais motivadora e descontraída?, ressalta. (C.R.)

Fonte: Carlos Rocha, Jornal Meio Norte