Pressão arterial deve ser aferida nos dois braços e nas pernas

A orientação é que na primeira consulta os médicos meçam a pressão nos quatro membros do paciente: nos dois braços e nas duas pernas.

Estudos recentes apontam que a pressão arterial deve ser medida nos dois braços do paciente, uma vez que pode variar entre os membros, o que indicaria um risco aumentado de doença vascular periférica. A informação foi divulgada no site da revista The Lancet, considerada a publicação médica mais influente do mundo.

Segundo a última atualização das diretrizes de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pressão deve ser aferida nos dois braços. A orientação é que na primeira consulta os médicos meçam a pressão nos quatro membros do paciente: nos dois braços e nas duas pernas - o que nem sempre acontece.

O cardiologista Victor Lira (CRM-PI 4447) declara que a prática de medir a pressão apenas em um braço se deve ao fato de que a medição arterial não é apenas o único recurso utilizado para se detectar doença vascular periférica. Existem outros indicadores e/ou fatores, durante o atendimento ao paciente, que podem indicar uma possível doença arterial. ?A aferição da pressão nos dois braços é a ideal, principalmente na primeira vez que o clínico atende ao paciente, mas não significa que seja uma regra, já que esta é apenas uma das várias práticas adotadas pelo médico no procedimento clínico?, afirma o especialista.

Diretrizes, aqui no Brasil, recomendam uma investigação mais aprofundada apenas nos casos em que a medição da pressão apresentar uma diferença superior a 20 mm Hg entre os dois braços. De acordo com a revisão, a diferença de pressão sistólica acima de 15 milímetros de mercúrio (mm Hg) entre os dois braços está associada ao maior risco de ter uma das artérias parcialmente obstruída. Seria o caso, por exemplo, de um paciente ter a pressão arterial de 120 mm Hg por 80 mm Hg (12 por 8) em um dos braços e de 140 mm Hg por 80 mm Hg (14 por 8) no outro. A diferença de 140 para 120 é 20, o que levaria o paciente a realizar exames mais específicos para confirmar o diagnóstico.

Fonte: Ícone